miércoles 27 de enero de 2010

O TRABALHO DE NEGROS E ÍNDIOS NA COLÔNIA DO SACRAMENTO

O TRABALHO DE NEGROS E ÍNDIOS NA COLÔNIA DO SACRAMENTO
Paulo César Possamai
Doutor em História Social pela USP
Professor do Departamento de História e do PPGH da UFRN
paulopossamai@cchla.ufrn.br

domingo 11 de octubre de 2009

1641-1648-Ocupación de Angola por Holandeses

Índios do Brasil Escrito por Julio Cezar Melatti(pag 275)
http://books.google.com/books?id=6MZRNldDlnoC&hl=es

sábado 10 de octubre de 2009

Libro:
Africa: desde la prehistoria hasta los Estados actuales‎ - Página 325de Pierre Bertaux - 1980 - 359 páginas

domingo 4 de octubre de 2009

O Camino das Indias tembén passa pela Africa




FOTO(derecha):Ancient artifact (apprx 2nd millenium B.C.) found in India shows a woman with Negroid features.




O CAMINHO DAS ÍNDIAS TAMBÉM PASSA PELA ÁFRICA Deste janeiro até talvez o próximo, milhões de lares brasileiros serão bombardeados com informações sobre a Índia. E isto por conta da superprodução que a Rede Globo de Televisão está estreando, a telenovela “O Caminho das Índias”. O que talvez não seja mostrado é a milenar presença africana nesse país realmente fascinante, primeiro ponto de parada dos migrantes que, há cerca de 50 mil anos deixaram o continente de origem da Humanidade, para povoar o mundo e, através de suas descendências, dar aos humanos a diversidade de aparências físicas que hoje ostentam. No século V a.C, Heródoto, o cé­le­bre his­to­ria­dor gre­go, já afirmava a exis­tên­cia de ­duas gran­des “na­ções etío­pes”, uma na Áfri­ca, ou­tra em Sind, re­gião cor­res­pon­den­te aos ­atuais ter­ri­tó­rios da Í­ndia e do Paquistão. Essa in­for­ma­ção é corroborada no cé­le­bre re­la­to do via­jan­te ve­ne­zia­no Marco Polo (1254-1323), no qual lemos que os in­dia­nos de de­ter­mi­na­da re­gião re­pre­sen­ta­vam ­suas di­vin­da­des co­mo ne­gras e os de­mô­nios com uma al­vu­ra de ne­ve, afir­man­do que ­seus deuses e san­tos ­eram pre­tos. Mais, ainda, em O Livro das Maravilhas, atribuído ao lendário viajante (Porto Alegre, L&PM, 2006, pág.236), lê-se que os habitantes do “reino de Coilum”, atual cidade de Quilon, na província de Querala, eram “todos de raça negra”. Esses ne­gros in­dia­nos te­riam ido da Áfri­ca, le­va­dos co­mo es­cra­vos, pri­mei­ro por mer­ca­do­res ára­bes e de­pois por na­ve­ga­do­res por­tu­gue­ses, per­fa­zen­do uma ro­ta li­to­râ­nea que pas­sa­ria pe­los ­atuais Iêmen, Omã, Irã e Paquistão. Cativos, ­eles de­sem­pe­nha­vam vá­rias ta­re­fas, com ­maior des­ta­que pa­ra aque­las re­la­ti­vas às de sol­da­dos nos exér­ci­tos dos che­fes mu­çul­ma­nos, a par­tir do sé­cu­lo ­XIII. Por vol­ta de 1459, o rei mu­çul­ma­no de Bengala man­ti­nha um exér­ci­to de 8 mil es­cra­vos afri­ca­nos. Em 1500 os por­tu­gue­ses ane­xa­ram os ter­ri­tó­rios in­dia­nos de Goa, Damão e Diu e trans­for­ma­ram dras­ti­ca­men­te a es­cra­vi­dão na Í­ndia: res­trin­gi­ram o de­sem­pe­nho de ­seus es­cra­vos a ta­re­fas me­no­res em ­seus ne­gó­cios, ca­sas e fa­zen­das; e as mu­lhe­res es­cra­vas pas­sa­ram a ser ­mais uti­li­za­das co­mo con­cu­bi­nas ou pros­ti­tu­tas. Com os in­gle­ses, a maio­ria foi re­pa­tria­da pa­ra a Áfri­ca e ­seus des­cen­den­tes fo­ram dei­xa­dos em bol­sões obs­cu­ros ao lon­go da cos­ta oci­den­tal, em par­ti­cu­lar nas re­giões cen­tral e sul. Na Ín­dia ­atual, ­além dos po­vos ­afro-in­dia­nos que lá che­ga­ram ­mais re­cen­te­men­te, os drá­vi­das cons­ti­tuem uma das pro­vas des­sa pre­sen­ça. Localizados no Sul do ­país, e con­tan­do cer­ca de 100 mi­lhões de in­di­ví­duos, os drá­vi­das têm pe­le bem es­cu­ra e fei­ções ne­grói­des, ­além de cos­tu­mes, lín­gua e he­ran­ça cul­tu­ral que evi­den­ciam la­ços com as ci­vi­li­za­ções egíp­cia, cu­xi­ta e etío­pe. Construtores de im­por­tan­tes com­ple­xos ur­ba­nos co­mo os de Harappa e Mohenjo-Daro, ­mais tar­de fo­ram re­du­zi­dos à con­di­ção de es­cra­vos e co­lo­ca­dos no ­mais bai­xo pa­ta­mar do sis­te­ma de cas­tas ins­ti­tuí­do pe­los aria­nos. Até 1951, o ni­zam (so­be­ra­no) de Haiderabad man­te­ve um cor­po de guar­das de­no­mi­na­do “ca­va­la­ria afri­ca­na”. E nes­sa re­gião, a zo­na de Siddi Risala con­ser­va, na mú­si­ca, na dan­ça e no uso de pa­la­vras da lín­gua suaí­le, for­tes tra­ços cul­tu­rais afri­ca­nos. Ade­mais, pes­qui­sas re­cen­tes des­co­bri­ram a exis­tên­cia de co­mu­ni­da­des ­afro-in­dia­nas em Karna­kata, Gujarat e Anhara Pradesh, e ­seus mem­bros se au­to­de­no­mi­nam “afri­­ca­nos” (con­for­me The African dias­po­ra in India, 1989). Nas fotos que ilustram este texto (http:www.kamat.com/kalranga/people/siddi/htm), os visitantes do Lote vêem indianos do grupo Siddi, os quais certamente não terão a oportunidade de figurar na suntuosa telenovela da Rede Globo. Nem mesmo no “núcleo dos pobres”.










Otra fuente:
Enciclopédia brasileira da diáspora africana‎ - Página 39de Nei Lopes - 2004 - 715 páginas
Com os ingleses, a maioria foi repatriada para a África e seus descendentes foram deixados em bolsões obscuros ao longo da costa ocidental, em particular

viernes 2 de octubre de 2009

Mestizaje en Madagascar


libro:(pag 188,189) Historia de las migraciones internacionales: historia, geografía, análisis e ... Escrito por Josep Lacomba. http://books.google.es/books?id=9dmwW0AAZM0C&pg=PP1&dq=migracion+bantu+madagascar&lr=&as_brr=3#v=onepage&q=madagascar&f=false


lunes 28 de septiembre de 2009

Malgaches en Goa




Libro: (pag 2459) Diccionario histórico de la compañía de Jesús: Infante de Santiago-Piątkiewicz Escrito por Charles E. O'Neill,Joaquín María Domíngu. http://books.google.es/books?id=36FRIxTEEnQC&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false

miércoles 9 de septiembre de 2009

1957-Moringue Reunionés prohibido por violento

foto color: http://simoneweb.altervista.org/img/webgallery/reunion/morengue/index.htm


foto: L'école à l'Ile de La Réunion entre les deux guerres Escrito por Paule Fioux, Louis Porcher




libro:
Regards croisés sur le patrimoine dans le monde à l'aube du XXIe siècle Escrito por Maria Gravari-Barbas, Sylvie Guichard-Anguis.






1940-Antropòlogo compara Moringue con Capoeira

GRABADO:
Jogo de capoeira na Bahia, década de 1820.
http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/08/1733-carolina-del-sur-boxeador-y.html




CAPOEIRA ANGOLA: CULTURA POPULAR E OJOGO DOS SABERES NA RODAPedro Rodolpho Jungers Abib Origens de uma tradição...........Desde a década de 1940, afirma Luiz Renato Vieira (1998), antropólogos como Herskovits têm apontado para a existência de “danças de combate” que trazem semelhanças com aquilo que conhecemos hoje como capoeira, não só na África - como o Muringue, em Madagascar -, como também em vários pontos da América, nos locais em que a diáspora negra se instalou. Relatos sobre o Mani em Cuba, e a Ladja na Martinica são dois exemplos dessas práticas. Sobre a Ladja, Vieira mostra a impressionante semelhança com a capoeira, verificada não somente do ponto de vista da execução de movimentos e golpes, como, o que é mais importante, o fato de congregar aspectos lúdicos, musicais (pratica-se ao som de atabaques) e de combate corporal.

1936- Practica deportiva del Diamanga malgache

dibujo: Diamanga malgache

CHRONIQUE SPORTIVE

par Drlbbllng •

LE REMORDS DU CHAMPION Avant l'occupation française, les Malgaches pratiquaient !e sport, mais à leur façon. 11 y avait plusieurs sortes de sport, tels le « balahazo », le « tolona », le « totohondry », le « vikina » et le « diamanga». C'est ce dernier qui fut le plus eu vogue. Il consiste à se don- ner des coups de pied entre les adversaires. Le « diamanga » se dispute ou entre deux joueurs seule- ment, ou entre deux groupes composés de plusieurs joueur.-. Chaque quartier dans ies villes et chaque village dans la campagne possèdent leurs champions. Et les rencontres entre champions constituent toujours des événements sensationnels pour les spectateurs qui vienuent quelquefois de loin pour assister aux combats exactement com- me il se passe de nos jours à Tanana- rive lors des matches de rugby entre les équipes championnes de la capi- tale.


""Ringa" ou lutte malgache" (""Ringa" or Malagasy wrestling match"). In sakalava or bara tribes wrestling matches are usual.



""Ringa" ou lutte malgache" (""Ringa" or Malagasy wrestling match"). In sakalava or bara tribes wrestling matches are usual.
Title:
Malagasy wrestling match, Ringa, Morombe(?), Madagascar, 1927(?)
Record ID:
impa-m7863

Os Cipaios desertores en Timor y mercenarios en las guerras tribais em Timor


Geoffrey C. Gunn em “Timor Loro Sae 500 anos” ed. Livros do Oriente, 1999 afirma (pp. 16-17, 176-189:




Em 1861,a 10 de Junho o Governador declarou o estado-de-emergência em Díli e distribuiu armas aos cidadãos enquanto preparava a defesa da cidade. A situação era tão grave que até mesmo o capitão China foi convocado para “armar todos os chineses, seus filhos e os escravos”. O Governador podia contar também com o apoio de 40 “fundus”, ou soldados indianos, exilados em Timor em consequência da sua deserção das Forças Armadas britânicas depois da Revolta dos Cipaios em 1857. Embora Castro tenha tomado a precaução de pedir reforços a Goa, em tropas e mantimentos, sabia que estes demorariam a chegar


De 1911 a 1917 foi introduzida uma nova taxa sobre a produção de copra. A introdução destas medidas, em especial a utilização de trabalho escravo, criou um grande ressentimento entre os timorenses. Houve reinos que se uniram sob a liderança dum “Liurai” do distrito de Manufai (Same) chamado Dom Boaventura. A rebelião durou dezasseis anos culminando numa revolta que abarcou toda a colónia durante dois anos, de 1910 a 1912. Os portugueses foram forçados a trazer tropas de Moçambique e uma lancha canhoneira de Macau. As forças de Dom Boaventura foram destroçadas em Agosto de 1912. Um jornal australiano, o “Angus”, de Melbourne, escrevia que mais de três mil timorenses foram mortos e quatro mil capturados.´

Mulâtre (chanteur ambulant). 1902

foto:Mulâtre (chanteur ambulant). 1902
Les colonies françaises; petite encyclopédie coloniale publiée sous la direction de M. Maxime Petit; avec la collaboration de MM.: J. Alix, A. Baudrillart, Augustin Bernard, Fr. Bernard, E. Blochet, C. Bruno. /

A ruina dos Prazos

recorte libro: Shipping Patterns and Mortality in the African Slave Trade to Rio de Janeiro, 1825-1830. Herbert S. Klein, Stanley L. Engerman Cahiers d'études africaines Año 1975 Volumen 15 Número 59 pp. 381-398
ARTÍCULO:

“A ruína dos Prazos tinha a principal causa na venda dos colonos adscritos à terra pelos donos dos mesmos e ainda, na retirada para o Brasil dos mais ricos enfiteutas da Região, levando consigo, não só parte dos seus escravos, como as grandes riquezas adquiridas na Província.
Em ofício de 15 de Janeiro de 1829 ordena o governador Xavier Botelho ao governador dos Rios de Sena, Ferrão, que não permita a saída de nenhuns moradores, sem as licenças necessárias, pois a sua partida acarreta a ruína do comércio e do crédito de toda aquela zona.
O governador dos Rios de Sena, cerca de um mês depois, descreve a situação aflitiva naquela região, devido à falta de mantimentos e as providências que tomou para conseguir arroz, o qual comprou aos cafres do Prazo Luabo, pagando-o pelo alto preço de 6 panos cada alqueire, sendo ainda a condução do mesmo, para a vila de Sena, por conta da Real Fazenda.
Termina, acrescentando que a fome é tanta naquela vila, que até as praças da guarnição já
desertaram quase todas. Em resposta a este ofício, o governador Xavier Botelho lamenta a situação de Sena, a qual atribui ‘à ambição dos moradores dessa capitania e de Quelimane... que deram origem a grande parte das desgraças... pois começou a privá-las de escravos e colonos que hoje lhe faltam... é público que têm agarrado, reduzido à escravidão e vendido negros forros e o que é mais os colonos desses mesmos prazos que administram, perpetrando o crime de cativar homens, cuja escravidão era adstrita aquele terreno... esta perseguição e não a seca forçou os desgraçados a fugir...abandonando tudo e daí vem a fome’.
Tal depoimento esclarece nìtidamente a quem cabiam as culpas do tráfico indebido da escravatura e quão diferentes eram as instruções e as ordens emanadas do governo central sobre esta matéria.” (Fernandes, 1966, 37)pag215

.......O concelho de Angoche ou Antonio Ennes, abolido pelo Comissario Regio Mousinho de
Albuquerque, contava, em 1898, 8 europeus e mestiços –todos ou quasi todos funcionarios da
provincia- e 25 asiaticos portugueses, caixeiros das casas indianas de Moçambique, cuja actividade comercial se limita a esperar, acocorados nas suas palhotas, a vinda dos macuas do
interior, carregados de amendoim. Imagine-se o que estes figurões se importariam com a administração municipal! Contudo, Angoche ainda tem importancia commercial, mas Sofala,
sem população civilizada, sem recursos e sem commercio, era também municipalidade perfeita!
(Costa, 1901, 602-603)pag282
http://www.tesisenxarxa.net/TESIS_UB/AVAILABLE/TDX-0711105-085606//Tesi_Albert_Farre.pdf
cita sobre esclavos Mozambiques:
http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/cea_0008-0055_1975_num_15_59_2577

LAS TROUPES DE MARINE -FRANCE

foto: 1913-Soldados Malgaches Marsella-Fr. http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b69261315.r=malgaches.langES


Journal: defaite des Sakalaves
El origen de las tropas negras :El primer antecedente de empleo de nativos en las fuerzas de las colonias francesas en ultramar, se remonta a mediados del siglo XVIII, en que se organizó un cuerpo de cipayos en las posesión de la India (cipayo provienen de la voz persa “sipahi”, que significa "hombre de guerra"), pero dicho cuerpo se disolvió tras la Guerra de los 7 años, en que Francia tuvo que ceder los establecimientos de la India a Inglaterra (mejor dicho, a su Compañía de las Indias); esta experiencia puso de manifiesto que era posible crear cuerpos similares con otros indígenas de las colonias. La prueba se intentó en Guyana, donde no dió resultados alentadores, y luego se volvió a intentar en el Senegal, donde, durante el Segundo Imperio, se formón una Compañía de soldados negros (1853). Esta Compañía, años más tarde, se expandió a un cuerpo de infantería indígena que se denominó "Tiradores senegaleses", formado por cuatro compañías con oficiales blancos, y que tenían como uniforme una chéchia, una chilaba con capucha, estivo de los zouaves, un chaleco y un “boléro” de paño azul ribeteado de amarillo, y pantalones de los llamados "turcos" en cotonada o paño azul. El personal fue aumentado progresivamente, hasta formar un regimiento en 1884. También hubo Tiradores gaboneses (1887), haoussas (1891) annamitas, estos últimos formando un regimiento; tonkineses (1884), de los Voluntarios de la Reunión (1883-1885); Tiradores sakalaveses, que se emplearon durante la campaña de Madagascar de 1885, incluso Tiradores comorenses, de Diégo-Suarez.
http://www.militar.org.ua/foro/reduccion-infanteria-marina-sobredimensionada-t14647.html

Zouaves,Sakalavas-Ejercito Francés

Recorte libro:I die with my country Escrito por Hendrik Kraay,(pag 73) http://books.google.com/books?id=dAlCUC2XQqMC&hl=es
NOTA DEL PESQUISADOR:Que relación tienen los Zuavos de Bahía y los Zouaves franceses que fueron reclutados de toda Africa incluidos los Sakalavas malgaches practicantes de Moringue y tambien reclutados hombres de la Isla Reunión?




DIBUJOS: (abajo)Zouaves-Francia y Zuavos da Bahía(arriba): http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/12/corpos-de-voluntrios-da-ptria.html





1865/1870 - O exército voltaria a usar o capoeira a seu favor por ocasião da guerra do Paraguai (1865-1870), quando grupos de capoeiras foram alistados e seguiram para a guerra como os Voluntários da Pátria. Tiveram participação fundamental para a triste vitória do exército brasileiro. - as maltas da Bahia foram desorganizadas por ocasião da guerra do Paraguai, pois o governo da província recrutou a força os capoeiras que fez seguir para o Sul como “voluntários da Pátria”. (Carneiro, 1977)- Marcílio Dias, herói que defendera o Brasil a bordo do Parnahyba, fora recrutado para a guerra por ser capoeira – “capoeirava a frente de uma banda de musica”. (Reis, 1997)- nas companhias dos Zuavos Baianos é enaltecida por infringir derrota aos paraguaios no assalto ao forte de Curuzu, destacaram dois capoeiras no combate corpo a corpo, os Alferes Cesário Alvaro da Costa e Antonio Francisco de Melo; este, teve sua promoção retardada devido a seu comportamento. Observando o comandante que “o cadete Melo usava calça fofa, boné ou c hapéu à banda pimpão e não dispensava o jeito arrevesado dos entendidos em mandinga”. (Reis, 1997, p. 55)

1871 – é preso por capoeira um cidadão francês – José Croset – na Lapa, e processado por violação do artigo 116 do Código Criminal que previa o desrespeito a autoridade e resistência a prisão. (Reis 1997) .

baringbau


Dibujo a medias:
Archiv für Völkerkunde‎ - Página 124de Museum für Völkerkunde (Austria), Verein "Freunde der Völkerkunde" (Austria) - 1975
... (baringbau) component parts: bias "bamboo joint",




[Simple stringed instruments.] A young lad produced music on a kind of lute, called baringbau; consisting of the dry shaft of the scitamina stretched in the form of a bow by means of a thin tendril instead of gut. Half a coco shell is fixed in the middle of the bow, which, when playing, is placed against the abdomen, and serves as a sounding board; and the string when struck with a short wand, gave out a pleasing humming sound, realizing the idea of the harp and plectrum in their simplest forms. Others accompanied the musician on Jews’ harps of bamboos, as accurate as those of the Mintras on the Malay Peninsula; and there was one who played on a guitar, which he had himself made, but after a European pattern. The hut contained no utensils besides bows, arrows, and a cooking pot. The possessor of clothes bore them on his person. I found the women as decently clad as the Filipino Christian women, and carrying, besides, a forest knife, or bolo. As a mark of entire confidence, I was taken into the tobacco fields, which were well concealed and protected by foot-lances; and they appeared to be carefully looked after.





1885 - 461 páginas
Uno de ellos es "una flauta de bambú; otro una especie de guitarra, y por último, el llamado baringbau, formado por el tallo seco de una ...


Timor -Batuques

FOTOS: http://www.tvciencia.pt/icn/pagicn/vicn003.asp?imgPeq=tptl068.jpg&tip=5&txtDesc2=dança

Angola: Colonos Holandeses en Angola

Com o desejo ardente de Portugal povoar o interior do país, foram-se
erguendo outras colónias da Região Sul de Angola. Assim, aos 4 de Fevereiro
de 1881 os Boers Holandeses se instalaram na Humpata, então região do Soba Nguimbi e formaram com a permissão do Ministro da Marinha e Ultramar em Portugal – o Visconde D. Januário, a colónia bóer de S. Januário chefiada por Jacobs Friedrich Botta, e como representante português na comunidade holandesa, foi promovido o jovem português Alferes Artur de Paiva, empossado pelo Governador do Distrito de Moçamedes – Coronel Nuno da Matta, aos 19 de Janeiro de 1882. A numerosa colónia Bóer de S. Januário, eram constituída por:
270 Holandeses
250 serviçais

2 000 cabeças de gado bovino
100 cavalos
3 000 ovelhas e cabritos, para além de gado de tracção
http://www.brasilangola.org.br/textos/pdf/AngolaNossoPais.pdf.


Angola: mito y realidad de su colonización Escrito por Gerald J. Bender http://books.google.es/books?id=TMONAmot-qYC&printsec=frontcover

OTRA CITA: Em 1881, cerca de sessenta familias boers, vindas do Transvaal, ... Instalaram— se os colonos estrangeiros na Humpata (Huila), em Sacan- jiba (Benguela) e..http://books.google.es/books?id=2VZqAAAAIAAJ&pgis=1

Conexión Macau- Sao Tomé

Estes vinham essencialmente de Angola, sobretudo a partir de 1876: em 1881 chegaram
a São Tomé
mais de 7 414 angolanos, entre 1885 e 1892, mais 10 411 e em 1903 mais
de 25 000. Até 1879, 10 341 contratados chegaram ao arquipélago, metade oriundos de
Angola e a outra metade constituída por pessoas do Gabão, Costa do Ouro e Libéria (Cf.
Seibert, 2001:53), havendo ainda registos de pessoas vindas de Macau. Desde inícios do
século XX, a contratação cingiu-se a Angola, Cabo-Verde (devido às graves crises de
fome neste arquipélago) e a Moçambique (Cf. Seibert, 2001:53). Estas pessoas eram
resgatadas às suas terras, embarcando para as ilhas iludidas pela miríade de um contrato
de trabalho que teoricamente as deixaria regressar livremente às suas terras quando
assim entendessem.
Os contratados, apesar de auferirem de algum dinheiro, eram tratados como escravos,
sujeitos a castigos, como a palmatória.
http://64.233.183.132/search?q=cache:N31TMBPbbTMJ:loki.iscte.pt:8080/dspace/bitstream/10071/698/1/Joana%2BAreosa%2BFeio_de%2B%C3%89tnicos%2Ba%2B%C3%89tnicos.pdf+Estes+vinham+essencialmente+de+Angola,+sobretudo+a+partir+de+1876:+em+1881+chegaram&hl=es&ct=clnk&cd=1&gl=us

ZANZIBAR-Ultimos años de la trata de esclavos

Grabado: Slave Market in Zanzibar, East Africa, 1873.


Cesar Vidal:


Ultimos años de la trata:A mediados del s. XIX, Zanzíbar era el único centro comercial de cierta importancia situado en la costa oriental del continente africano. Cada año llegaban a la isla entre 20.000 y 40.000 mil esclavos de los que, aproximadamente la mitad, eran exportados a países islámicos como Arabia, Egipto o Turquía. Aunque los buques de guerra británicos y franceses patrullaban las inmediaciones del enclave para evitar el tráfico de esclavos, éste constituía la principal fuente de ingresos del floreciente emporio que, junto al Sudán, en el otro extremo del continente, era el foco fundamental de la esclavitud en África. Sin embargo, el tráfico de esclavos no se encontraba en manos de las potencias europeas sino que seguía firmemente controlado por negreros de religión musulmana que no sentían la menor compasión hacia aquellos a los que denominaban despectivamente kafires. De las potencias occidentales, sólo Portugal seguía recurriendo a la esclavitud y oponiéndose a los intentos antiesclavistas porque, incluso en aquellos lugares donde la esclavitud sería legal todavía algunos años, como en EEUU o en la Cuba española, no se recurría a la importación de esclavos, sino al aprovechamiento de los desdichados hijos de los ya existentes. Poco puede negarse la responsabilidad de las potencias occidentales en la trata de negros desde finales del siglo XV a la segunda mitad del siglo XIX.


MOÇAMBIQUE-Após a independência administrativa de Goa em 1752


A desestabilização ocorrida no reino português trazida pelas invasões francesas foi profunda e trouxe consequências diretas para suas colônias. As novas correntes de pensamento vão atingir inclusive Moçambique, embora com fraca expressão política. As idéias reolucionárias foram veiculadas, mais em razão do contato comercial existente com os franceses que habitavam as ilhas vizinhas do Oceano Índico – o arquipélago das Mascarenhas, composto pelas Ilha de França ou Maurícias e Ilha de Bourbon ou Reunião -, do que através das naus portuguesas ou dos barcos brasileiros que se dedicavam ao tráfico de escravos com a América.188
As idéias revolucionárias francesas seguiam determinadas trajetórias, e como conclui José Capela, circulam no mesmo sentido das rotas do tráfico negreiro que passavam pela costa oriental africana, isto é, pela via França (Nantes, Bordéus e Marselha)-Índico (Moçambique e Maurícias)-América (São Domingos e Brasil)190.
As estreitas relações comerciais mantidas entre Moçambique e a colônia francesa datavam da segunda década dos Setecentos. Os contatos regulares eram principalmente com o arquipélago das Querimbas e a Ilha de Moçambique.191 Por conta destas relações havia um entendimento cordial com a troca regular de correspondências amistosas entre os governadores das duas colônias, dados os interesses recíprocos existentes.192.
Afora alguns episódios hostis resultantes da atividade de corso pelos franceses, a tônica do relacionamento entre os governadores de Moçambique e das Mascarenhas, durante as guerras napoleônicas, pautou-se por gestos de cooperação, contrariando, por muitas vezes, as políticas das potências européias envolvidas no conflito.
É exemplar desta atitude, o envio para a Ilha de França em 1797, dos marinheiros feitos prisioneiros pela captura de seis navios franceses. Esta devolução foi acompanhada de correspondência do governador de Moçambique solicitando que os franceses envidassem esforços mais decisivos no sentido de ser banida a guerra de corso e evitar-se a repetição de tais situações. Assim como, a correspondência do governador da Maurícias para seu homólogo moçambicano, comunicando-o da proclamação de paz entre os dois países metropolitanos.196
Uma vez terminada a guerra com os franceses, foram normalizadas e reatadas as relações comerciais, inclusive com a abertura dos portos das duas nações à navegação mercantil. O comércio com as Mascarenhas teve continuidade até 1873, com os 3 a 4 barcos franceses que freqüentavam os portos moçambicanos, transportando cerca de 1500 escravos a cada ano.197
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7418/1/JRBPortella_tese.pdf

Diamanga,savate malgache





Diamanga(pag 206):Libro-Bible et pouvoir à Madagascar au XIXe siècle . http://books.google.es/books?id=tQdjO_Et0d0C

1856-MADAGASCAR-Vasayos de la Ramboasalama se baten con lucha DIAMANGA

Glossarie:Bible et pouvoir à Madagascar au XIXe siècle Escrito por Françoise Raison-Jourde http://books.google.es/books?id=tQdjO_Et0d0C&pg=PA827&dq=HISTORIA+SAVATE&lr=


libro:Collection de documents concernant Madagascar et les pays voisins (pg26).

Entrenamiento de Malgaches del Ejercito Frances en Egipto ,estilo de Boxeo,Savate o Diamanga Malgache

LIBRO: L'esclavage à Madagascar: aspects historiques et résurgences contemporaines : actes du Colloque international sur l'esclavage, Antananarivo (24-28 septembre 1996)
Escrito por Ignace Rakoto, Université d'Antananarivo. Musée d'art et d'archéologie, Projet Route de l'esclave
Publicado por Institut de civilisations, Musée d'art et d'archéologie, 1997. http://books.google.es/books?id=yQm5AAAAIAAJ&safe=on&pgis=1


Abajo:Egipto:Pot Said-Fête au camp des tirailleurs malgaches : danse guerrière Nakimaukaratie (hommes). A l'arrière plan : stockage du gaz, usine .Arriba:Fête au camp des tirailleurs malgaches : danses guerrière d'Aukazou Droudry (hommes)1918- .autor:Winckelsen, Charles (code opérateur armée OS)








Diamanga,Arte marcial malgache(Origen Malaya)

Grabado:Diamanga malgache

libro:
Les conceptions religieuses des anciens malgaches Escrito por Lars Vig, Bruno Hübsch, François Rakotonaivo.(pag 177)

Cronología-Colonização portuguesa no século XIX

Cronologia
Colonização portuguesa no século XIX


1801 – Fundação da Escola de Medicina e Cirurgia de Goa
– Guerra das Laranjas com a Espanha (27 de Fevereiro). Anulação do Tratado de Badajoz.
1804 – Napoleão reconhece a neutralidade de Portugal.
1807 – Junot invade Portugal (I invasão francesa).
1808 – Convenção de Sintra que sela a expulsão de Junot e do resto do seu exército.
– Criação do Banco do Brasil.
1809 – Soult invade Portugal (II invasão francesa).
1810 – Massena invade Portugal (III invasão francesa).
– Tratado Comercial entre Portugal e Inglaterra.
1814 – O Papa restabelece a Companhia de Jesus, que havia sido suprimida em 21/7/1773, mas o governo português declara à Santa Sé que não consente a sua readmissão.
1815 – Congresso de Viena.
– O Brasil é elevado a Reino.
1816 – Exportam-se menos da sexta parte dos tecidos de lã que se expor­tavam em 1796.
1817 – É estabelecida uma feitoria em Banguecoque, no Sião.
– O Conde de Rio Pardo funda a Academia Militar de Goa.
1820 – Inicia-se a navegação a vapor e melhoram consideravelmente as ligações entre todas as parcelas do território nacional.
1821 – Equiparação do território continental e do Brasil como área igual­mente válida para o exercício da soberania nacional, quer no aspecto político, quer no aspecto sócio-económico.
– Extinção do Tribunal do Santo Ofício.
1822 – Independência do Brasil.
– O Brasil proclama a Independência a 7 de Setembro...........................
...........................................
1856 – Concessão de liberdade a todos os escravos que desembarquem no conti­nente, ilhas adjacentes, Índia e Macau (5 de Junho).
CONTINUA:http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=103
http://www.prof2000.pt/users/ruis/12º_ano/a%201a%20republica.htm
FUENTE:
Publicado em 15 Oct 2006 (9896 leituras)
A Colonização Portuguesa no Século XIX à Luz da Estratégia*
Tenente‑Coronel PilAv João José Brandão Ferreira**
** Sócio Efectivo da Revista Militar.
foto:Macau
LIBRO: La colonización Escrito por Marc Ferro (PAG 185)http://books.google.com/books?id=cnu10FPP4c0C&hl=es

A Colonização Portuguesa no Século XIX à Luz da Estratégia*
Tenente‑Coronel Pil Av João José Brandão Ferreira**
** Sócio Efectivo da Revista Militar


Anexo A

Cronologia
Colonização portuguesa no século XIX

1801 – Fundação da Escola de Medicina e Cirurgia de Goa
– Guerra das Laranjas com a Espanha (27 de Fevereiro). Anulação do Tratado de Badajoz.
1804 – Napoleão reconhece a neutralidade de Portugal.
1807 – Junot invade Portugal (I invasão francesa).
1808 – Convenção de Sintra que sela a expulsão de Junot e do resto do seu exército.
– Criação do Banco do Brasil.
1809 – Soult invade Portugal (II invasão francesa).
1810 – Massena invade Portugal (III invasão francesa).
– Tratado Comercial entre Portugal e Inglaterra.
1814 – O Papa restabelece a Companhia de Jesus, que havia sido suprimida em 21/7/1773, mas o governo português declara à Santa Sé que não consente a sua readmissão.
1815 – Congresso de Viena.
O Brasil é elevado a Reino.
1816 – Exportam-se menos da sexta parte dos tecidos de lã que se expor­tavam em 1796.
1817 – É estabelecida uma feitoria em Banguecoque, no Sião.
O Conde de Rio Pardo funda a Academia Militar de Goa.
1820 – Inicia-se a navegação a vapor e melhoram consideravelmente as ligações entre todas as parcelas do território nacional.
1821 – Equiparação do território continental e do Brasil como área igual­mente válida para o exercício da soberania nacional, quer no aspecto político, quer no aspecto sócio-económico.
– Extinção do Tribunal do Santo Ofício.
1822 – Independência do Brasil.
– O Brasil proclama a Independência a 7 de Setembro.
1823 – Fundação da Fábrica de Vista Alegre.
– O Conselho Ultramarino, que se havia deslocado para o Rio em 1807, regressa a Lisboa.
1823 – Tratado de Paz entre Portugal e o Brasil.
1825 – Reconhecimento da Independência do Brasil.
1830 – Em Goa, o Governador é elevado a Vice-Rei, sendo o último Governador a usar esse título.
1832 – D. Miguel dá existência legal a jesuítas franceses que haviam entrado em Portugal e entrega-lhes o colégio das Artes.
– Legislação de Mouzinho da Silveira que em relação ao Ultramar provocou uma mudança na divisão administrativa que deu origem ao termo “Província” que, até 1835, passaram a ter à sue frente os “Perfeitos”.
1833 – A Alfândega da Casa d Índia criada em 1630, é extinta e incorporada na “Alfândega Grande” de Lisboa (17 de Novembro).
– É extinto o Conselho Ultramarino.
– Portugal corta relações com a Santa Sé (5 de Agosto).
– Publicação do Código Comercial, de Ferreira Borges.
1834 – As dioceses de Calcutá e Madrasta são separadas do Padroado.
– Extinção das Ordens Religiosas e nacionalização das suas casas e bens tanto na Metrópole como no Ultramar.
– Fundação das Associações Comerciais de Lisboa e Porto.
– Os negócios do Ultramar, até aqui tratados por Secretaria de Estado própria, são distribuídos pelas diversas Secretarias do Reino, Justiça, Fazenda, Guerra, Estrangeiro e Marinha, segundo a sua natureza.
1835 – Os “Perfeitos” das províncias ultramarinas são substituídos por “Gover­na­dores” e é criada a Secretaria de Estado dos Negócios do Ultramar, anexada à Secretaria da Marinha.
1836 – Sá da Bandeira num relatório às cortes (19-II) afirma a necessidade de:
– Reformar inteiramente a legislação colonial; organizar o Ministério do Ultramar; sustar a saída de mão-de-obra para o Brasil; estabelecer europeus na Guiné, Angola e Moçambique que se dediquem à agricultura e à indústria;
– Sá da Bandeira considera que o investimento dos nossos meios humanos, materiais e técnicos nos territórios africanos passa a ser um objectivo nacional a promover com urgência para evitar a cobiça e a concorrência dos grandes estados europeus;
– O Decreto de 4 de Dezembro refere “domínios africanos” e “domínios asiáticos”;
– Os Governadores Gerais têm competência administrativa de gover­nador civil e a competência militar dos generais de província, tendo todas as autoridades provinciais, subordinadas, excepto as judiciais e são coadjuvados por um Conselho de Governo;
– Sá da Bandeira, relata a necessidade de um órgão colegial para se ocupar dos negócios ultramarinos;
– Situação agitada em Goa.
– É publicada, pelo ministro Vieira de Castro, a primeira Carta orgânica de Administração Ultramarina (7 de Dezembro) em que os territórios africanos são agrupados em três Governos Gerais e um Governo Particular – Cabo Verde (incluindo a Guiné); Angola e Moçambique; S. Tomé e Príncipe, dependente de S. João Baptista de Ajudá constitui um Governo Particular; e os territórios asiáticos constituem um Governo Geral com sede no Estado da Índia do qual dependem Macau e Timor. Os Governadores Gerais têm competência administrativa de governador civil e competência militar dos generais de província, tendo todas as autoridades provinciais subordinadas, excepto as judiciais, e são coadjuvadas por um Conselho de Governo.
– Proibição de exportação e importação de escravos nas colónias portuguesas ao Sul do Equador.
– Proibição de importação e exportação de escravos das colónias portuguesas a sul do Equador.
1837 – Os franceses na Guiné, ocupam toda a margem esquerda do Casamansa.
– Honório Barreto ratifica a posse da Ilha de Bolama (Dezembro);
– Almeida Garrett, seguindo a orientação de Bernardo Sá Nogueira, na Câmara dos Deputados, nota a falta de um corpo consultivo que apoie a política ultramarina (31 de Março).
– É restabelecida a ordem em Goa, Damão e Diu (Novembro).
1838 – O Tenente britânico Kelly aprisiona, em Bolama, para cima de duzentos escravos e afixa um edital a declarar que Bolama é britânica.
– Sá da Bandeira dá ordem para construir dois fortes na margem sul do Casamança (21 de Junho).
– Criada uma companhia de navegação para ligar o Reino a Angola;
– Criadas, na Secretaria de Estado da Marinha e dos Negócios do Ultramar, duas secções distintas: a da Marinha e do Ultramar (25 de Maio).
1839 – Volta o Tenente Kelly a Bolama para saquear os bens portugueses da ilha e comunica ao Governador de Bissau, que Bolama e todo o arquipélago dos Bijagós pertencem à Inglaterra.
– A Inglaterra acusa o Estado da Índia de acolher rebeldes fugidos de Bombaim e propõe a cedência de Goa, Damão e Diu à Companhia das Índias Orientais, o que Sá da Bandeira, em nome da Rainha, recusa energicamente (12 de Março).
– A Inglaterra insiste oferecendo a quantia de 500 000 libras, o que volta a ser recusado.
– São publicados em decreto, uma carta régia em que a Rainha autoriza a fundação da “Associação Marítima e Colonial com as secções de Marinha Militar, Colónias e Marinha Mercante (5 e 21 de Nov.)
– Fundação da Associação Marítima e Colonial com as secções de Marinha Militar, Colónias e Marinha Mercante.
1840 – Início da colonização de Moçâmedes.
– Bernardo de Sá Nogueira apresenta na Câmara dos Senadores um projecto de lei restabelecendo o Conselho Ultramarino (10 de Junho), que não se chegou a votar.
1841 – A Academia Militar de Goa é transformada na “Escola Matemática e Militar”.
– São reatadas as relações com a Santa Sé.
– É enviado para a Índia o “Batalhão Provisório” de tropas do reino para reforçar a guarnição do Estado.
1842 – Novo código Administrativo aplicável ao Ultramar.
– Tratado com a Inglaterra destinado á abolição da escravatura.
– A tripulação do vaso de guerra inglês Pluto, saqueia a ilha das Galinhas e Bolama (Março).
– O Tenente Lapidje vai a Bolama e dirige uma proclamação à população declarando que Bolama é britânica (Maio).
– O Governador do Estado da Índia fracciona o Batalhão Provisório do Reino e manda um destacamento para Macau, para garantir a neutralidade do território perante a guerra entre a China e Inglaterra. As tropas revoltam-se e não cumprem a ordem, que acaba por ser revogada pelo Conselho de Governo, dado ter o Governador entre­gado o poder ao Conselho.
1843 – O explorador Joaquim Rodrigues Graça é enviado ao interior da província de Angola a demandar as cabeceiras do Rio Sene e o Bié. Pangim, no Estado da Índia, é elevada à categoria de cidade com o nome de Nova Goa.
1844 – Fundação da Companhia Nacional dos Tabacos e da Companhia das Obras Públicas. O Porto de Luanda é aberto à marinha de comércio estrangeiro.
– Macau e os estabelecimentos de Solôr e Timor passam a constituir uma só província, independente do Estado da Índia.
– Decreto de 20 de Novembro, determina que os territórios do Pacífico passam à categoria de província, ficando separados da tutela do Governo da Índia, que inclui a cidade de Macau e os estabelecimentos de Solôr e Timor.
– Criação da Repartição de Saúde Pública e organização do Serviço de Saúde, em todas as províncias ultramarinas;
– O porto de Luanda é aberto à Marinha de comércio estrangeiro.
– É ratificada a criação da Escola Médico-Cirúrgica de Goa pelo Reino (11 de Janeiro).
1846 – Rodrigues Graça penetra no Catanga.
1847 – Os ingleses voltam a cortar o pau da bandeira portuguesa em Bolama.
Colonos portugueses partem do Recife (Brasil) para Angola, onde fundam a Cidade de Moçâmedes (23 de Maio).
– Procedentes de Pernambuco, no Brasil, chegam a Moçâmedes, An­gola, os primeiros colonos portugueses (4-VIII).
1848 – Acordo com a Santa Sé para a reintrodução de ordens religiosas em Portugal.
1849 – Chega a Moçâmedes o primeiro grupo de colonos.
1850 – Na Madeira dá-se o colapso do vinho, passando a ter maior interesse pelo açúcar. Desponta o turismo, em especial para a cura da tuberculose.
– O Governo de Solôr e Timor é separado de Macau.
– Nova proposta nas Cortes para a criação do Conselho dos Negócios Ultramarinos (15 de Março).
1851 – Fontes Pereira de Melo cria o novo Conselho Ultramarino.
– Nova investida inglesa em Bolama.
– O Governador de Timor, exorbitando das suas prerrogativas, conclui com a Holanda um tratado pelo qual concede a Ilha das Flores e o Arquipélago de Solôr. O governador embarca sob prisão para o Reino e acaba por morrer em Batávia.
– As forças militares da Índia dispõem de quatro corpos de infantaria, um de artilharia, uma corporação de engenheiros, uma guarda municipal, fortalezas artilhadas e guarnecidas, dois arsenais, um do exército e outro da marinha, uma fábrica de pólvora e uma Escola Militar.
1852 – Criação do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria.
– É delimitada a fronteira de Goa.
– Regimento do Conselho Ultramarino; a 6ª Secção trata da Guerra e Marinha (29 de Dez.).
– Silva Porto explora o Bié e o alto Zambeze, onde acolhe Livingstone, passa a Cabinda, onde encontra Henry Stanley e depois ao Barotze.
1853 – A Rainha tenta salvaguardar as missões, ficando a da China a cargo do Seminário do Bombarral; as de África, do Seminário de Luanda e as da Índia confiadas ao clero de Goa.
– Tentativa mal sucedida, de reforma administrativa do Ultramar, da iniciativa de Almeida Garrett, pela qual cada colónia teria a sua lei orgânica especial, adaptada às condições locais.
– Nova tentativa inglesa para se apoderar de Bolama.
– Silva Porto atinge o Lui, no Barotze, e daí envia para leste o pombeiro João da Silva.
– Houve que fazer frente a acções inglesas para dominar o Ambriz e Cabinda.
1854 – É publicada uma lei que considera libertos os escravos pertencentes ao Estado, estabelecendo também a libertação de todos aqueles que foram importados por via terrestre para quaisquer domínios em Portugal.
1855 – Na Índia, tropas portuguesas e inglesas colaboram na repressão de uma revolta, na zona fronteiriça.
1856 – A Companhia União Mercantil estabelece as primeiras carreiras regulares, a vapor, da Metrópole para Angola.
1856 – Concessão de liberdade a todos os escravos que desembarquem no conti­nente, ilhas adjacentes, Índia e Macau (5 de Junho).
– Inauguração do primeiro troço dos Caminhos-de-Ferro Portugueses de Lisboa ao Carregado.
1857 – Criação, em Huíla, de uma colónia militar agrícola.
– É publicada a Concordata entre Portugal e a Santa Sé que mantém o Padroado da Coroa Portuguesa em relação à China a partir de Macau e na Índia em relação às Igrejas de Goa, Granganor, Cochim e Malaca (21 Janeiro).
– Questão da barca Charles et Georges.
1858 – É publicado o decreto que fixa o termo da escravidão para daí a 20 anos.
– A Companhia União Mercantil estabelece as primeiras carreiras regulares a vapor, da metrópole para Angola.
– Voltam os ingleses a Bolama.
1859 – Reorganizada a administração superior dos negócios da marinha e do ultramar. É instalada pelos ingleses, a primeira linha telegráfica ligando Pangim a Bombaim.
1860 – Reorganizada a Administração Superior dos Negócios da Marinha e do Ultramar e publicado o Plano de Reorganização da Secretaria de Estados dos Negócios da Guerra (6 e 22 de Novembro).
– Voltam os ingleses a Bolama, nomeando um Governador que é rejeitado.
1861 – Tratado de Tien-Tsin, entre Portugal e a China em que esta reconhece Macau como colónia portuguesa.
– É renovada a tentativa de estabelecimento dos ingleses na baía de Lourenço Marques.
– Os ingleses afirmam que não havia em Bolama um só português.
– O governo inglês decidiu incorporar Bolama na Colónia da Serra Leoa.
1862 – É fundada em Macau uma Escola de Pilotos.
– Através do Tratado de Tien-Tsin, o governo da China reconhece Macau como território Português (13 de Agosto).
1863 – É delimitada a fronteira de Nagar-Aveli.
1864 – Monopólio do Tabaco.
– A China afirma que Macau não pode deixar de ser território chinês.
1865 – É abolida a escravatura em Macau.
– Fundação da Companhia União Fabril.
1866 – O Governador de Cabo-Verde decidiu libertar Bolama do domínio inglês.
1867 – Abolida a pena de morte em Portugal.
1868 – É extinto, novamente, o Conselho Ultramarino e criada em sua substituição a Junta Consultiva do Ultramar (9 de Novembro).
– A 13 de Janeiro é assinado em Lisboa um protocolo que escolhe como árbitro para resolver o caso de Bolama, o Presidente dos EUA, Ulisses Grant.
1869 – Aprovação da Nova Carta Orgânica da Administração Ultramarina, na qual predominava a orientação assimiladora. O Ultramar ficou divi­dido em 6 províncias: Cabo Verde, que compreendia a Guiné; S. Tomé e Príncipe com S. João Baptista de Ajudá; Angola; Moçambique; Estado da Índia, Macau e Timor. Cada uma delas era governada por um Governador com atribuições civis e militares e eram Governa­dores‑gerais as de Cabo Verde, Angola, Moçambique e Estado da Índia que tinham junto, um Conselho do Governo e uma Junta Geral da Província.
– Rebelo da Silva abraça a pasta da Marinha e Ultramar e constitui uma comissão para estudar a reforma das instituições administrativas do Ultramar, da qual resultou a aprovação por decreto (1.12.69) da nova Carta Orgânica da Administração Ultramarina, na qual predominava a orientação assimiladora. O Ultramar ficou dividido em seis províncias: Cabo Verde ou Senegambia portugue­sa, que continuava a compreender a Guiné; S. Tomé e Príncipe, com S. João Batista de Ajudá; Angola; Moçambique; Estado da Índia, Macau e Timor. Cada uma delas era governada por um Governador com atribuições civis e militares e eram Governadores-gerais os de Cabo Verde, Angola, Moçambique e Estado da Índia, que tinham junto um Conselho do Governo e uma Junta Geral da Província.
– É decretada a extinção definitiva da escravatura em todos os domínios portugueses (23 – II).
– Em Goa são extintos o Arsenal do Exército e a Fábrica da Pólvora (25 de Novembro) e várias Companhias do Exército da Índia (2 de Dezembro).
1870 – É assinada a 2 de Abril a Sentença Arbitral por Ulisses Grant, presidente dos EUA, que reconhece os direitos portugueses sobre Bolama (que os ingleses reivindicavam para si).
– Revolta das forças militares da Índia.
1871 – Fundação da Empresa Insulana de Navegação.
– É enviado para a Índia um Batalhão comandado por D. Augusto, irmão do Rei.
1872 – Campanha militar dos Dembos (Angola).
– Chega a Goa o navio Índia com o Batalhão expedicionário (3 de Março); amnistia decretada em nome do rei e inicia-se a extinção e redução das forças do exército da Índia.
1874 – Início do estudo da linha-férrea de Luanda-Malange (Decreto de 9 de Dezembro).
1875 – Por arbitragem da França (Presidente Macmahon), ficam aprovados os direitos portugueses sobre as terras de Lourenço Marques.
– Fundada a Sociedade de Geografia.
1876 – É proposta, em sessão na Sociedade de Geografia de Lisboa, a viagem da travessia do continente africano por Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto.
1877 – Serpa Pinto vai de Benguela ao Bié e estuda as nascentes do Cuanza.
– Capelo e Ivens percorrem as regiões de Benguela e as terras de Iaca, determinando os cursos dos rios Cubango, Luando e Tohicapa (início da expe­dição);
– Visita do Rei D. Luís I às possessões da África Ocidental portuguesa.
1878 – Portugal e Inglaterra firmam um tratado, por 12 anos, para que o Comércio do Sal e Sura (álcool) no território português do Estado da Índia fosse controlado por Bombaim, para evitar o contrabando.
1879 – A Guiné é separada administrativamente de Cabo Verde, estabele­cendo-se a sua capital em Bolama.
1880 – É firmado um acordo monetário com o governo inglês para igualar a nossa moeda de Goa com a da índia inglesa (12 de Abril).
– É organizada a Empresa Nacional de Navegação.
1881 – Fundação de Humpata (Angola).
– O ministro Júlio Vilhena, tenta substituir a Carta Orgânica de Rebelo da Silva pelo Código Administrativo, que nunca chegou a vigorar. Mantinha a orientação assimiladora, embora procurando atenuá‑la, preconizando o alarga­mento da competência dos Governadores‑gerais e a inclusão de dois vogais indígenas no Conselho do Governo.
1882 – Apresentado o projecto do caminho-de-ferro de Luanda-Malange.
1883 – Constituída em Lisboa a “Associação auxiliar da missão ultramarina”.
1884 – Assinatura em Londres (26 de Fevereiro), de um tratado no qual se reconhece a soberania portuguesa nas regiões das duas margens do Zaire, até às fronteiras do novo Estado do Congo.
– Fundação em Portugal da primeira fábrica de adubos químicos, na Póvoa de Santa Iria.
– Início da Conferência de Berlim.
– Primeiros colonos da Madeira para Angola.
– Henrique de Carvalho explora a Lunda.
– Portugal aceita o convite para participar na Conferência de Berlim, convocada pelo Chanceler Bismark, enviando uma delegação constituída por António de Serpa Pimentel, Luciano Cordeiro, Marquês de Penafiel, Carlos du Bocage e os Condes de São Mamede e de Penafiel.
– Expedição ao Niassa (Moçambique).
– Início da actividade em Lisboa das “Irmãzinhas dos Pobres”.
– A região africana do Sudoeste Africano, actual Namíbia, é considerada protectorado da Alemanha.
– A Grã-Bretanha reconhece a Associação Internacional do Congo (16 de Dezembro).
1885 – Fim da Conferência de Berlim.
– Autorizada a construção e exploração do caminho-de-ferro Luanda‑Malange (16 de Julho).
– É estabelecido o Estado do Congo, sob posse pessoal do Rei Leopoldo II da Bélgica (5 de Fevereiro).
– Portugal e a Associação Internacional Africana assinam a Acta de Berlim, que cria o Estado Livre do Congo (26 de Fevereiro).
– A Grã-Bretanha proclama o protectorado sob a Bechuanalândia do Norte, pondo termo à República Stelland, na África do Sul (28 de Fevereiro).
– A Alemanha anexa o Norte da Nova Guiné e o Arquipélago de Bismark (17 de Maio).
1886 – Mapa Cor-de-Rosa.
– Inicio da construção do caminho-de-ferro Luanda-Malange (31 de Outubro).
– Assinada em 23 de Junho, nova concordata, principalmente voltada para o Padroado da Índia.
– As fronteiras entre Angola e o Congo francês, são definidas por uma convenção luso-francesa (12 de Maio).
1887 – Conclusão da linha do Douro.
– É publicado o Projecto de lei de Fomento Rural, de Oliveira Martins.
– Início de uma grave crise financeira em Portugal.
– Inauguração da Ponte de D. Luiz no Porto.
– Chegaram a Lisboa as primeiras Irmãs de Santa Doroteia.
1888 – António Maria Cardoso chega ao Niassa, onde instala a sua missão de estudo.
– Fundação da Companhia de Moçambique.
– Oferta de El Rei D. Luís I, de um cálice de prata ao Papa Leão XIII por ocasião do Jubileu Sacerdotal.
– Restauração da Ordem Beneditina em Portugal.
– 16 de Abril, segunda peregrinação a Roma presidida por D. João Rebelo Cardoso de Meneses, Arcebispo de Larissa.
– Primeira fábrica de tintas e vernizes.
– Código Comercial.
– A China acaba por ratificar o acordo de Tien-Tsin, de 13 – VIII – 1862, confirmando assim, o artigo que estipula a “perpétua ocupação de Macau por Portugal” (26 de Maio).
1889 – Paiva Couceiro ocupa o Barotze.
– Congresso católico no Porto.
– A linha-férrea do Sul chega a Faro.
1890 – Ultimato Inglês (11 de Janeiro).
– Paiva Couceiro empreende a exploração do Bailundo ao Mussúlo (Cubango).
– Mouzinho de Albuquerque inicia o governo do distrito de Lourenço Marques.
– A Companhia Alemã da África Oriental cede os seus direitos territoriais à Alemanha (28 de Outubro).
– Assinatura do acordo Anglo-Português sobre o Zambeze, garantindo aos ingleses o controle total da região e alguns Direitos Coloniais sobre o Congo (14 de Novembro).
1891 – Em Portugal, António Enes é nomeado Comissário Régio para a província de Moçambique.
– Criação de uma companhia majestática – Companhia do Niassa – para a ocupação e exploração da zona correspondente ao antigo distrito de Cabo Delgado, que inclui a região do Niassa (Moçambique).
– Introduzida em Portugal a “Associação de Orações e Boas Obras pela Conversão dos Pretos”.
– Tratado de 2 de Junho, entre Portugal e Inglaterra, em que se instituía a liberdade de culto e ensino religioso na África Oriental e Central.
– Congresso Católico em Braga.
– Conclusão da linha do Oeste.
– Crise financeira e bancária.
– Decreto sobre a regulamentação do trabalho dos menores e das mulheres nos estabelecimentos industriais.
– É denunciado o Tratado Luso-Britânico de 1878.
1892 – Mouzinho de Albuquerque deixa o governo do Distrito de Lourenço Marques.
– Artur de Paiva explora o Cunene a partir de Humpata.
– Decreto especial para a Guiné (25 de Maio) a modificar algumas normas da Carta Orgânica de 1 – XII – 1869.
– Decreto especial para Cabo Verde (24 de Dezembro) a modificar algumas normas da Carta Orgânica de 1 – XII – 1869.
– Criação da Companhia da Zambézia.
– O Papa Leão XIII ofereceu à Rainha D. Amélia, a rosa de ouro, entregue em Lisboa a 4 de Julho.
– Tratado e “modus vivendi” com o Gabinete de Londres (África Oriental).
1893 – Conclusão dos acordos luso-espanhóis sobre assuntos económicos sobre pesca e acesso aos produtos coloniais, que dão largas vantagens à Espanha.
1894 – Revolta de Macequeque, em Moçambique.
– É concluído o caminho-de-ferro Lourenço Marques (Maputo)-Ressano Garcia (Transval) (89 Km).
– Fundação da revista católica “Portugal em África”, órgão das missões do Espírito Santo;
– Fundação do Centro Católico com o propósito de difundir as teses de Leão XIII.
– Primeira fábrica de cimento – a Fábrica Tejo, em Alhandra.
1895 – Combates de Marracuene, Magul e Chaimite (Moçambique).
– Prisão de Gungunhana (Moçambique).
– Revolta dos soldados maratas na Índia (13/14 de Novembro); organiza-se na Metrópole uma expedição para debelar a revolta, comandada pelo Infante D. Afonso que chega a Pangim, em 13 – XI.
– 25 de Julho – Congresso Católico Internacional, realizado em Lisboa, por ocasião do 7º centenário de Stº António.
– Fundação da Voz de Stº António.
– Congresso Antoniano, para comemorar o 700º aniversário de Stº António.
1896 – Batalha contra os Namarrais (Naguema, Ibrahimo, Mucuto-muno e Calapute), em Moçambique.
1897 – Combates de Mapulanguene e de Macontene (Moçambique).
– Acentua-se a crise financeira em Portugal.
– Decreto especial para Timor (30 de Dezembro), que altera a Carta Orgânica de 1 de Dezembro.
1898 – Estabelecimento da feitoria de Manica (Moçambique).
– Ingleses e Alemães iniciam (3 de Julho) conversações a que Portugal era alheio, em que se falava em Cabo Verde e Timor.
– Os ingleses aceitam as objecções por recearem o agravamento da situação no Transval e não desejarem hostilizar a Alemanha.
– O governo inglês comunica ao Ministro português em Londres que “tinham sido respeitados os direitos de soberania de Portugal e suas Colónias...” e que a Alemanha tinha resolvido subscrever uma parte do empréstimo, se Portugal o pedisse, com a garantia das suas colónias.
– O empréstimo alemão seria garantido: com o Norte de Moçambique a partir do Zambeze; com a parte Sul de Angola, não incluída na esfera inglesa; e com Timor.
– Entrada em funcionamento do Caminho-de-ferro da Beira (Moçambique) (Novembro).
– Tentativas de Portugal para obter um empréstimo em Londres.
1899 – O desencadeamento do conflito Anglo-Boer dá a oportunidade ao Marquês de Soveral de retomar as conversações com Lord Salisbury e de neutralizar o efeito das conversações anglo-alemãs que não conhece em pormenor, mas que sabe serem preparatórias de uma partilha das possessões portuguesas em África e na Oceânia.
– Este diplomata consegue obter uma declaração secreta, em 14 de Outubro de 1989, conhecida por Tratado de Windsor, em que se reforçam os tratados de aliança de 1642 e 1661 e pela qual nos obrigámos a não autorizar a importação e passagem de armas e munições de guerra destinadas à República da África Meridional (Transval), através do território de Moçambique, e a não proclamar a neutrali­dade, em caso de guerra, entre a Inglaterra e aquela República.
– Concluído o Caminho-de-ferro Beira-Umtali (Rodésia do Sul).
– Fundado em Roma, junto da Pontifícia Universidade Georgiana o “Colégio Português”.
– Portugal tenta negociar um empréstimo com a França e surge a hipótese de hipotecar as alfândegas dos Açores. Os EUA revelam pela primeira vez interesse pelos Açores e os ingleses opõem-se a tal hipoteca (7 de Dezembro).
1900 – I Congresso Colonial Nacional, no qual foi apresentado o Estudo Sobre Administração Civil das Nossas Possessões Africanas, de Eduardo Costa.
– 12 de Maio – Terceira peregrinação a Roma presidida pelo Cardeal Patriarca.
1901 – Decreto de 18 de Abril que tenta regular os institutos religiosos.
– Fundação do Centro Académico da Democracia Cristã, na Universi­dade de Coimbra.
1902 – Autorizada a construção e exploração do caminho-de-ferro de Benguela (28 de Novembro).
– Submissão e prisão do régulo Cambuemba, da Zambézia, na campanha do Barué.
– Surgem num jornal açoreano referências à passagem dos Açores para os EUA.
– É feita a concessão do Caminho-de-ferro de Benguela a Robert Williams.
– Expulsos os religiosos do Convento do Quelhas para aplacar os Centros Republicanos.
– Fundação da revista “Brotéria” órgão dos jesuítas.
– Fundação em Lisboa da Associação Promotora da Educação e Instrução Popular que, em 1907 passou a chamar-se Liga de Acção Social Cristã e donde emanou, em 1924, a Juventude Católica Feminina.
– Linha-férrea de Beja a Pias e Moura.
– As Companhias Reunidas de Gás e Electricidade começam a efectivar o plano de alargamento da luz eléctrica a toda a cidade de Lisboa.
– É celebrado o contrato com o BNU para atribuição do privilégio da emissão de notas no Ultramar.
1903 – A Empresa Nacional de Navegação, que para isso recebeu um subsídio do Estado, estende as suas carreiras até Moçambique.
– Criação da Companhia de Cabinda.
– Início da construção do Caminho-de-ferro de Benguela.
– É regulada a situação da Baía de Quionga ficando na posse dos alemães, contra a vontade portuguesa, o chamado triângulo de Quionga.
– É publicado um decreto proibindo a demolição de praças de Guerra do Ultramar que, pelo seu valor histórico e arqueológico, devam ser considerados como padrões de glória (10 de Julho).
– Congresso Católico no Porto.
– Conclusão do ramal de Portimão.
1904 – Segundo Tratado de Windsor.
– Criação dos Círculos Católicos de Operários.
– Inauguração de uma Sinagoga em Lisboa, a 18 de Maio, construída com doações de Judeus.
– Conclusão da linha-férrea da Beira Baixa e do ramal Setil-Vendas Novas.
1905 – Autorizada a construção do Caminho-de-ferro de Moçâmedes (27 de Maio) e início dos trabalhos (28 de Setembro).
– Conclusão da linha-férrea de Estremoz a Vila Viçosa.
1906 – É criada uma Escola Colonial na Sociedade de Geografia de Lisboa (16 de Fevereiro).
– Exposição de produtos coloniais.
– Um decreto de 14 de Setembro afirma “ao contrário do que se diz – que as colónias são governadas do Terreiro do Paço – o Ministério da Marinha e do Ultramar não só não governa, nem sequer tem elementos para apreciar como se governa”.
– Fundação da Escola Superior Colonial.
– O Coronel Roçadas pune os Cuamatos e João de Almeida pacifica os Dembos.
– Conclusão da linha-férrea até Vila Real de Santo António.
1907 – Operações militares contra os Cuamatos (Angola).
– Campanha dos Dembos (Angola).
– É publicada “A Questão Religiosa”, de Sampaio Bruno.
– Montagem pela CUF duma fábrica de adubos químicos no Barreiro.
1908 – Revolta do chefe dembo Cazuangongo (Angola).
– Construção do 1º troço do Caminho-de-ferro de Benguela – 197 Km.
– Criação da Juventude Católica Portuguesa.
– Conclusão da linha-férrea de Évora a Arraiolos e a Mora.
1909 – O General João de Almeida ocupa o Evale e Cafine e todo o baixo Cubango.
– Quarta peregrinação da iniciativa do Cardeal Patriarca de Lisboa António Mendes Belo.
– Concluído o Caminho-de-ferro de Luanda-Malange (1 de Setembro).
1910 – Construção do 2º troço do Caminho-de-ferro de Benguela (mais 123 Km) (7 Outubro).
– Expulsão dos Jesuítas.
– Extinção da Faculdade de Teologia e de Direito Canónico.
– Corte de relações com a Santa Sé (20 de Outubro).
– Construção do 3º troço do Caminho-de-ferro de Benguela (mais 40 Km) (31 de Julho).
– As negociações sobre a partilha das colónias portuguesas, entre alemães e ingleses, embora em ambiente informal, continuam em bom ritmo. Todas as aberturas e promessas de facilidades da Inglaterra tinham como finalidade única desencorajar os alemães de prosse­guirem no seu programa naval, que estes destinavam à participação na partilha da Ásia.
http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=103

El tráfico de esclavos en Africa Oriental.

libro:
Documentos relativos ao apresamento, julgamento e entrega da barca franceza ... Escrito por Portugal, Cortes
libro:
Documentos relativos ao apresamento, julgamento e entrega da barca franceza ...‎ - Página viiide Portugal. Cortes - 1858 - 265 páginas
... oito Malgaches que se encontravam a bordo da Barca Charles et Georges ... do Processo da Barca Charles et Georges Officio reservado do Ministro dos
Mapa:fuente,UNESCO

Es así como el tráfico transatlántico de esclavos llega a la costa oriental africana más tarde que a la costa occidental. Fue a partir de 1645 que los traficantes y comerciantes portugueses comienzan a frecuentar los puertos de la costa oriental africana con más asiduidad, especialmente Mozambique. Este tráfico se intensifica a partir de la segunda mitad del Siglo XVIII, cuando la demanda de esclavos en esta región supera la extracción de oro y marfil. A partir de los primeros anos del Siglo XIX, las relaciones comerciales con el exterior pasan a depender casi exclusivamente de la exportación de esclavos. De todos los puertos de Mozambique se exportan esclavos para las islas francesas del Indico, América, Arabia, Golfo Pérsico, India y Goa (posesión portuguesa en la India). Ya antes del Siglo XVIII habían salido esclavos de Mozambique según fuentes árabes y portuguesas, pero en ningún caso el número fue tan elevado y alarmante como desde el Siglo XVIII en adelante. Si las condiciones físicas de los puertos favorecían las actividades de los negreros, la complicidad de los gobernantes, desde los gobernadores generales hasta los gobernadores de capitanías(), agravó la situación. Ellos fueron los principales traficantes y exportadores de esclavos hasta los años sesenta del Siglo XIX. Vendían esclavos a los franceses, quienes los llevaban a sus plantaciones de azúcar y café a las islas del Indico. Dadas las necesidades de mano de obra en las plantaciones de America del Sur, especialmente del Brasil, mercaderes brasileños, norteamericanos y centroamericanos comenzaron a llegar y a principios del Siglo XIX el tráfico hacia América superaba al de las islas del Indico.
En este tráfico se destacan también los yao() y los maravies() del Lago de Niassa, que venían hasta la costa con caravanas de esclavos para ser vendidas a los traficantes árabes. Los yaos llevaban también esclavos para los "prazos" del valle del Zambeze().
A partir de 1830, los árabes fueron los principales traficantes de esclavos. Muchas embarcaciones árabes, pangaios(), desde diferentes puertos del norte de Mozambique acarreaban gran número de esclavos para las islas Comores y Madagascar. A mediados del Siglo XIX, estos traficantes cambian tejidos por esclavos. La isla de Ibo paso a ser frecuentada por los árabes de Zanzibar, Kilwa, Mombaza y sobre todo por los de las islas Comores. A partir de 1854, el tráfico de esclavos para las islas francesas paso a llamarse "exportación de trabajadores libres". Esto se debió a la prohibición del tráfico y al control de los ingleses en el Indico. En la práctica, este tipo de comercio terminó sólo en 1902.
http://www.monografias.com/trabajos6/escla/escla.shtml#ori

Danza Chega ó Sega (En Brasil ,Chica)

RECORTE LIBRO:pAG 60.
Viaje pintoresco al rededor del mundo Escrito por Jules Sébastien César Dumont d'Urville. http://books.google.es/books?as_brr=3&id=AYcBAAAAYAAJ&dq=trafico+esclavos+madagascar+mozambique&q=madagascar


nmigración y Discriminación social (1833 a 1928)

Raíces Históricas y Socioeconómicas del Racismo: Sudáfrica y Guyana"
en Guyana Hoy, (Recopilado por: Rita Giacalone de Romero)Editores: Corpoandes, Editorial Venezolana C.A., Mérida, VenezuelaPrimera Edición, 1982.
Después de la emancipación de los esclavos negros en Guayana Británica, la escasez aguda de mano de obra alcanzo dimensiones críticas; surgió la idea de aumentar la población „blanca“ especialmente, mediante la estimulación de la inmigración portuguesa. En 1835 llegaron 430 portugueses de la isla de Madeira, pero como tuvieron dificultades con el clima, produciendose una alta tasa de mortalidad entre ellos, este movimiento fue suspendido hasta 1841. Se hicieron nuevos arreglos, y en 1841, 4.297 madeirenses, 2.745 inmigrantes de las Indias Occidentales y 1.102 africanos, se establecieron en Guayana Británica. (86) Al año siguiente estalló una epidemia que obligó, otra vez, a la suspensión de la inmigración de blancos desde Madeira. Un nuevo movimiento inmigratorio entre 1846 y 1848 trajo consigo 10.000 madeirenses; a pesar de que se mantuvo la alta tasa de mortalidad, hasta 1882, esta inmigración continuó en pequeña escala.
4.2.2 Inmigración indo-occidental.
La idea de importar inmigrantes portugueses tenía por objeto reducir el „desequilibrio racial“. La inmigración de las islas indo-occidentales vecinas no resolvía este problema, pues se trataba de mano de obra negra. Durante el período de „semi-esclavitud“, entre 1835 y 1838, (87) habían venido desde Barbados, Saint Kitts, Antigua, Nevis y Montserrat, unos 5.000 trabajadores importados por pequeñas empresas. Entre 1840 y 1841, la „Voluntary Subscription Immigration Society“ realizó un intento organizado en gran escala, trayendo unos 2.500 nuevos trabajadores de las Indias Occidentales. Sin embargo, debido a la protesta de los plantadores británicos en el resto del Caribe inglés, este esquema fue pronto .
4.2.3 Inmigración Africana.
Aunque la esclavitud y el „aprendizaje“ habían sido oficialmente abolidos en el Imperio Británico para 1838, hasta 1860, cientos de esclavos africanos eran traidos „ilegalmente“ a las Americas. Muchos de estos eran también vendidos en Guayana Británica. Aparte de este „gran negocio“, debido a que los esclavos se convirtieron en un bien caro, por escasez y necesidad, Gran Bretaña había dado permiso para la „inmigración“ voluntaria de africanos a las Indias Occidentales. Bajo este nuevo esquema, entre 1838 y 1865, 13.355 africanos llegaron a Guayana Británica, en comparación con 31.628 madeirenses (1835-1882) y 42.562 trabajadores contratados indo-occidentales (1835-1920). (88) .
4.2.4 Inmigración China.
Se hicieron también varios experimentos para importar trabajadores chinos. Un pequeño grupo de inmigrantes, de ese origen, llegó en 1853; y un número mayor entre 1859 y 1866; pero el gobierno chino insistió en el pago de un pasaje libre después de cinco años de contrato. El costo elevado de la mano de obra china condujo, a la suspensión de este proyecto, así como la dificultad de traer mujeres chinas. (89)
4.2.5 Inmigración Indo-oriental.
Según Alan H. Adamson, a principios de 1838, los propietarios de las plantaciones de Guayana Británica habían comenzado a negociar la importación de „culies“ montaneses de la India, miles de los cuales ya habían sido captados para Mauricio. (90) De modo que „en mayo de 1838, 396 inmigrantes indo-orientales, la primera gota de una corriente que no se secaría hasta 1917, desembarcó en Guayana Británica“. (91) El aspecto más alarmante de este experimento fue la alta tasa de mortalidad. Entre 1838 y 1843, cuando la mayoría había regresado a la India, habían perecido 118 (incluyendo las muertes abordo); esta era una tasa de mortalidad impresionante, especialmente si uno considera que no habían ninos en este grupo. En noviembre de 1838, el gobernador inglés de la India había prohibido más emigraciones de indo-orientales. En 1845, se levantó la proscripción, y en marzo de ese año, 325 indo-orientales arribaron a la colonia. Hasta 1848 habían llegado cerca de 11.000 indo-orientales. Pero éstos fueron tan mal tratados que „fueron vistos errando o echados en las calles de Georgetown viviendo de carrona o vegetales desechados“. (92) Los blancos de la colonia se quejaron, pues consideraban a estos „culies“ las escorias de la población urbana de la India. (93) En un informe de la „Anti-Slavery-Society“ se llegó a la conclusión de que se había hecho una selección inapropiada. No obstante, la inmigración indo-oriental continuó desde 1851 hasta cerca de 1918. Adamson resumió: „entre 1835 y 1918, el país recibio un total de 341.491 inmigrantes, de los cuales 236.205 eran indo-orientales“. (94)

http://www.geocities.com/maymartin2001/guyanahoy.html
Otras citas: GUYANA FRANCESA: http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/guyana-brest-y-la-frontera-con-brasil.html

1832-Pueblo Sakalava conquista la Isla Reunión

FOTO:Andriantsoly, le roi malgache qui vendit Mayotte à la France .http://www.malango-mayotte.com/histoire-andriantsoly.htm


La presencia de muchos descendientes de los colonos malgaches de origen Sakalava "después de la conquista de la isla por el Príncipe malgache Sakalava Andriantsoly que establece julio de 1832, con sus soldados y sus esclavos permite comprender l el desarrollo de mrengé en esta isla y otras islas, incluyendo Anjouan y Mohély donde se practica mucho en el siglo XIX .La presencia del Islam han sido un freno para su expansión .
El Mrengé Mayotte, practicado por la clase obrera, está firmemente enraizada en las tradiciones de la Isla 7. Como el Moraingy del norte de Madagascar, los profesionales desnudos para luchar con los puños con el sonido de dos o tres "Ngoma", que dan ritmo de combate.


http://www.celat.ulaval.ca/histoire.memoire/b2006/Fuma.pdf

Mrengé,Moraingy Islas Comoras e Isla Reunión

nota: ......colonos malgaches de origen Sakalava "después de la conquista de la isla Reunión por el Príncipe malgache Sakalava Andriantsoly que establece julio de 1832. http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/11/le-moring-art-de-combat-afro-malgache.html
foto:Egypte Port-Saïd Camp des tirailleurs malgaches
Légende-Fête au camp des tirailleurs malgaches : danse guerrière des Grandes Comores (hommes) Auteur de la photo Winckelsen, Charles (code opérateur armée OS)
Date prise vue 1918.01


L’origine du Mrengé remonte bien avant les débuts de la colonisation française. La proximité des régions nord de Madagascar, berceau du « moraingy » explique son expansion dans les îles comoriennes. De plus, la présence de nombreux descendants de colonisateurs malgaches d’origine « sakalava » après la conquête de l’Île par le prince malgache sakalava Andriantsoly qui s’y installe en juillet 1832, avec ses soldats et ses esclaves 4, permet de comprendre le développement du mrengé dans cette île et dans les autres îles de l’archipel, notamment à Anjouan et Mohély où il était beaucoup pratiqué au XIXe siècle 5. La présence ancienne de l’Islam a dû être un frein à son expansion6. Le mrengé a été toutefois pratiqué à Ngazidja – Grande Comore – le 26e jour du ramadan sous une forme de lutte à mains nues non codifiée (Nkodézaitsoma). Il opposait les femmes d’abord, les jeunes et enfin les hommes. À la différence du Mrengé de Mayotte où intervient un arbitre pour séparer les combattants après deux ou trois assauts, le combat comorien qui n’est plus dans les moeurs, était plus confus et le combat dégénérait souvent en véritables batailles rangées. Les participants oubliaient la signification du 26e jour du ramadan où l’ange Gabriel transmettait à Mahomet la révélation divine. Les combats des clans devaient rappeler aux participants les conditions dans lesquelles vivaient les hommes avant la révélation divine.Le Mrengé de Mayotte, pratiqué par les classes populaires, est fortement ancré dans les traditions de l’Île 7 . Comme le Moraingy du nord de Madagascar, les pratiquants utilisent les poings nus et combattent au son de deux ou trois « Ngoma », tambours qui donnent le rythme du combat. Un caisson en tôle, objet de récupération transformé en instrument de percussion, produit un son « métallique », soutenant le rythme des Ngoma. L’originalité réside parfois dans les chants qui accompagnent le son du tambour. La même gestuelle que l’on retrouve à La Réunion et à Madagascar s’observe à Mayotte. Les exécutants et la foule font un cercle à proximité des percussionnistes. À « Petite Terre », au quartier de « l’Abattoir », les préliminaires du combat peuvent durer plusieurs minutes pendant lesquels les musiciens chauffent la foule en accélérant le rythme des percussions 8 . Les jeunes du quartier se défient, sans agressivité apparente, en traversant plusieurs fois le cercle et en brandissant le poing droit vers le haut ou à l’horizontal, invitant un rival à se manifester. Un service d’ordre improvisé se met en place pour préparer le rond élargissant le cercle et repoussant les spectateurs en frappant le sol et les jambes des spectateurs d’une branche de feuillage qui soulève la poussière.
http://www.celat.ulaval.ca/histoire.memoire/b2006/Fuma.pdf.

Africanos en Java

1831-1872 Africanos de la Costa del Oro reclutados por los Holandeses con destino a Java.(pag7)

http://www.oozebap.org/arroz/resistencia-africa-abstracts.pdf

La “faccao brasileira" 1821-1825

mapa:esclavitud:http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001337/133738e.pdf#page=9


.- Independentistas y liberales brasileños en África (1820-1840)
Más significativo tanto en cantidad de personas envueltas como en contactos es el caso de los movimientos que se desarrollan a partir de inicios de los 20, en que se gestó una red de independentistas, partidarios del libre comercio y traficantes de esclavos entre Brasil, Mozambique y Portugal, y probablemente también con Angola y Argentina. Ello generó varios movimientos en pro de la independencia de Mozambique, algunos de los cuales fueron gestados por logias en las que participaban africanos creoles, americanos y europeos.
En Brasil se produjo la revolución liberal en 1821 y la independencia en 1822.
Paralelamente se estaban dando avances de parte de Portugal para la abolición del tráfico de esclavos. La unión de las ideas liberales y las independentistas con los deseos de mantener el tráfico de esclavos generó, entre 1821 y 1825, en Mozambique, más de un intento de independizar la región para unirla a Brasil. Se gestó allí lo que se denominó la “faccao brasileira”, grupo de personas que apoyaban esta iniciativa. Es de notar que desde antes de 1820 había mozambicanos que iban a estudiar a la Isla de Francia (actual Mauricio)desde
donde volvían “con costumbres bastante afrancesadas”
(Véase Capela, p. 195-196).
Otro movimiento se detectó hacia 1830 en que un grupo de liberales y masones de Río de Janeiro, en el que participaban importantes negreros, había establecido relación con los “rebeldes” de África, donde predominaban también los traficantes de esclavos. Por esta época, varios negreros que habitaban Mozambique abandonaron la región para trasladarse
con sus fortunas a Brasil
(Véase Capela, p.16 y Rocha, p.212-213). Es importante destacar
que en julio de 1830 en Mozambique comenzó a ser divulgado el periódico Brasil Imparcial, enviado desde Río de Janeiro, distribuido por Antonio Mariano da Cunha.
http://web.usach.cl/revistaidea/html/revista%202/html/pdf/devesfinal.pdf.

Nous pensons même que le Moring a été pratiqué à l’Île Maurice et aux Seychelles où il a complètement disparu aujourd’hui. Une danse guerrière qui reprend quelques techniques du Moring et qu’on appelle le « Tingue » existait autrefois aux Seychelles1. Le terme « Tingue » est lui-même à rapprocher du mot malgache « Ringa » qui signifie littéralement lutte ou combat. Le « Ringa », lutte traditionnelle malgache, se pratique dans le sud de Madagascar.
http://www.celat.ulaval.ca/histoire.memoire/b2006/Fuma.pdf
NOTA: 1830 -Rio de Janeiro-14.000 Franceses en la Ciudad:
( pag89) http://books.google.com/books?id=TjETAAAAQAAJ&pg=PA12&dq=peuples+sauvages+de+rio+de+janeiro&as_brr=3&ei=uNBqSpvSBJeMyQSarYySAg&hl=es

Zouaves y Zuavos un mismo uniforme militar

LIBRO::Senegaleses en el ejercito francés van a Madagascar en 1828-: http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k104754p.image.r=+lutte+madagascar.f2.langES
ZUAVOS DA BAHÍA:
Bahia – 1865-70Os Voluntários da Pátria foram criados pelo decreto 3371, de 7 de janeiro de 1865, para reforçar os reduzidos efetivos do exército de linha, quando da eclosão da Guerra do Paraguai. Sua Majestade o Imperador D. Pedro II se declarou o primeiro voluntário. Foi grande o número dos que acorreram ao chamado às armas, o que permitiu a organização de 57 batalhões. Ao término da campanha no teatro de operações existiam 19 batalhões. Devido às baixas durante a guerra muitos deles foram dissolvidos e seus homens mandados para completar outras unidades. Os uniformes dos batalhões de voluntários não obedeciam um plano padrão, mas todos ostentavam no braço esquerdo um distintivo de metal amarelo com a Coroa Imperial e os dizeres: “Voluntário da Pátria”. Como exemplo do que foi dito, estão os “Zuavos da Bahia”, que adotaram a farda dos Zuavos franceses do Exército da África.
http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/12/corpos-de-voluntrios-da-ptria.html
FRANCIA-durante el Segundo Imperio, se formón una Compañía de soldados negros (1853). Esta Compañía, años más tarde, se expandió a un cuerpo de infantería indígena que se denominó "Tiradores senegaleses", formado por cuatro compañías con oficiales blancos, y que tenían como uniforme una chéchia, una chilaba con capucha, estivo de los zouaves, un chaleco y un “boléro” de paño azul ribeteado de amarillo, y pantalones de los llamados "turcos" en cotonada o paño azul. El personal fue aumentado progresivamente, hasta formar un regimiento en 1884. También hubo Tiradores gaboneses (1887), haoussas (1891) annamitas, estos últimos formando un regimiento; tonkineses (1884), de los Voluntarios de la Reunión (1883-1885); Tiradores sakalaveses, que se emplearon durante la campaña de Madagascar de 1885, incluso Tiradores comorenses, de Diégo-Suarez. http://www.militar.org.ua/foro/reduccion-infanteria-marina-sobredimensionada-t14647.html

Zuavos Franceses(de varias colonias) estuvieron en Brasil ( Uruguai )

Estudios de historia moderna y contemporánea de México‎ - Página 38de Universidad Nacional Autónoma de México. Instituto de Investigaciones Históricas - 2003
... algunos oficiales habían combatido con la Legión Extranjera Francesa en Argelia, Italia y Crimea, y otros participaban en el ejército de Brasil
FOTO: Un peloton de Haoussas, de la Force publique à Boma, commandé par le capitaine Avaert



RECORTE LIBRO::Senegaleses en el ejercito francés van a Madagascar en 1828-: http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k104754p.image.r=+lutte+madagascar.f2.langES

Ejercito Portugués en Goa

Regimiento europeo n 77 en Goa

As Invasões Francesas levam a Família Real a partir para o Brasil em 1807, numa esquadra de 21 navios que a seguir intervêm na ocupação da Guiana francesa, na Guerra de Montevideu e na Revolta de Pernambuco. Apenas uma nau regressou a Portugal, formando os restantes o núcleo da nova Armada Brasileira após a independência daquele país em 1822.
Até 1823, no entanto, ainda se construíram pelos vários arsenais, 7 navios de linha para além de corvetas, brigues, charruas e escunas.Foram perdidas várias embarcações não só nas lutas contra os franceses e contra os corsários como também por acidentes.
Nestas condições e também em consequência do pouco interesse que as coisas da Marinha despertavam nos sucessivos governos, a Armada Nacional estava reduzida, no final do 1º quartel do século XIX a 9 navios de linha (2 naus e 7 fragatas), afora corvetas, brigues e charruas ou seja, em menos de 30 anos a Marinha fora diminuída em mais de 20 navios, devendo notar-se que a maioria dos navios referidos já existiam em 1804.Por outro lado a Marinha da Índia, que ainda era, no início do século, uma força considerável, tinha deixado praticamente de existir.

Bobre,Berimbau Afro-Oriental en Madagascar


Bobre - Berimbau Afro-Malgache





Le “Bobr” (Bobre)
Autre Nom : “Bob”- “Sonbrér”.Autrefois, surtout utilisé par les conteurs, il est aujourd’hui dans le Maloya , Maloya-Musica y danza de Islas Reunión al son del bobre (Berimbau) , la voix de cet esclave qui murmure sa complainte. "
- Famille : Cordophone (Arc musical)- Origine : Afro-Malgache- Matériaux : L’arc est réalisé dans un bois dur et souple (Zavoka marron, bwa d’liane etc...) le résonateur est quant à lui, réalisé avec une calebasse.- Technique de jeu : Le musicien joue debout. Il maintient l’Arc d’une main (au dessus du résonateur) et frappe la corde de l’autre à l’aide d’une fine baguette appelée “Batavek”, cette main tient également un petit Hochet avec manche appelé “Kaskavèl”, “Kavia” ou “Kavir”. Le musicien effectue des variations de son en ouvrant ou fermant le résonateur (en appuyant l’ouverture de la calebasse sur le ventre), et en jouant avec la vibration de la corde à l’aide d’un doigt, d’un petit caillou ou d’une pièce métallique tenue par la main qui porte l’Arc. D’autres sons peuvent être obtenus en frappant le bois de l’arc ou le résonateur, avec le “batavèk”.- Dimension : (Modèle présenté) : Hauteur 150 cm.- Accessoires : “Batavèk” (baguette) - “Kaskavèl” (Hochet) - “Tigalé” (petite pierre ou piéce de monnaie).
BOBRE ,otra cita: Página 222 The 'bobre,' which is a musical bow, is generally found everywhere - not only in the western Indian Ocean (where it goes by the Swahili name ...

Berimbau (Bobre) en ritos funerales -Madagascar


Voyage à Madagascar et aux îles Comores (1823 à 1830) Escrito por B. F. Leguével de Lacombe, Eugène de Froberville. http://books.google.es/books?id=jvwRAAAAYAAJ&printsec=titlepage&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false

ESCRAVOS, timorenses para Cabo Delgado

1821-03-16



OFÍCIO do [ouvidor de Macau, conselheiro], Miguel de Arriaga Brumda Silveira ao [secretário de estado da Marinha e Ultramar, Joaquim JoséMonteiro Torres] acerca de informações sobre Timor. Proposta dedesenvolvimento do comércio entre Maca e Moçambique tendo por base o"bicho do mar". Remessa de ofício (cópia) sobre o transporte de tropas de Moçambique para Timor: Envio de escravos de Cabo Delgado para os trabalhos agícolas de Timor e de timorenses para Cabo Delgado.
Local de Emissão
Macau


Independentistas y liberales brasileños en África (1820-1840)

Independentistas y liberales brasileños en África (1820-1840)
Más significativo tanto en cantidad de personas envueltas como en contactos es el caso de los movimientos que se desarrollan a partir de inicios de los 20, en que se gestó una red de independentistas, partidarios del libre comercio y traficantes de esclavos entre Brasil, Mozambique y Portugal, y probablemente también con Angola y Argentina. Ello generó varios movimientos en pro de la independencia de Mozambique, algunos de los cuales fueron gestados por logias en las que participaban africanos creoles, americanos y europeos. En Brasil se produjo la revolución liberal en 1821 y la independencia en 1822.
Paralelamente se estaban dando avances de parte de Portugal para la abolición del tráfico de esclavos. La unión de las ideas liberales y las independentistas con los deseos de mantener el tráfico de esclavos generó, entre 1821 y 1825, en Mozambique, más de un intento de independizar la región para unirla a Brasil. Se gestó allí lo que se denominó la “faccao brasileira”, grupo de personas que apoyaban esta iniciativa. Es de notar que desde antes de 1820 había mozambicanos que iban a estudiar a la Isla de Francia (actual Mauricio)desde donde volvían “con costumbres bastante afrancesadas” (Véase Capela, p. 195-196). Otro movimiento se detectó hacia 1830 en que un grupo de liberales y masones de Río de Janeiro, en el que participaban importantes negreros, había establecido relación con los “rebeldes” de África, donde predominaban también los traficantes de esclavos. Por esta época, varios negreros que habitaban Mozambique abandonaron la región para trasladarse con sus fortunas a Brasil (Véase Capela, p.16 y Rocha, p.212-213). Es importante destacar que en julio de 1830 en Mozambique comenzó a ser divulgado el periódico Brasil Imparcial, enviado desde Río de Janeiro, distribuido por Antonio Mariano da Cunha .
http://web.usach.cl/revistaidea/html/revista%202/html/pdf/devesfinal.pdf

Danzas y Luchas Mozambiques (Islas Mascarenas)

Viaje al rededor del mundo:(pag 60,61) recuerdos de un ciego ,Escrito por Jacques Arago, François Arago, Santiago Arago, Publicado por Gaspar y Roig, 1851. http://books.google.com/books?id=y-Jh5z9lHeUC&hl=es
NOTAS DEL PESQUISADOR:
1)EXISTE VERSIÓN ORIGINAL DE 1839
Notas sobre el artículo: v. 2 - 1839 HASTA 1868 http://books.google.com/books?id=5hGQK-QrB8QC&hl=es&source=gbs_navlinks_s
Este libro dispone de una edición
más reciente (1840).

2)En la página 62 del libro"Viaje al rededor del Mundo" se identifica un negro de Angola en la Isla Reunión que lleva 20 años allí(desde 1820)

Le Moring, art de combat afro-malgache

MITOLOU: http://books.google.com/books?id=-j2he7xi8D0C&pg=PA189&dq=Flacourt+mitoulou&hl=es
recorte libro: Les reliques royales à Madagascar .http://books.google.es/books?id=benGRSjq6u4C



Sudel F
UMA
Université de La Réunion, CRESOI:




En 1658,Flacourt había observado las luchas malgaches en la région de l’Annosy.



"Ellos están luchando en las aldeas, con golpes y hacen la "mitoulou" que es la lucha tanto de hombres contra hombres como mujeres contra la mujeres. "


Este testimonio, una de las más antiguas prácticas existentes sobre la lucha en Madagascar, muestra que los europeos que llegaron a las islas no vieron en esta lucha
« mitolona » un ajuste de cuentas entre personas de modesta condición social.

Con el desarrollo de la economía y la plantación ocurren nuevas corrientes de población en el siglo XIX,incluida la deportación masiva de esclavos africanos, el equilibrio cultural es de nuevo interrumpido. Dos grandes etapas migratorias, marcan la historia demográfica de las islas en el siglo XIX:

1) El tráfico ilegal de esclavos ,la abolición de la esclavitud en 1835 en Mauricio y 1848 enla Isla Borbón después de los periodos abolicionistas, es considerable la afluencia de miles de Hindúes que participan en estas régiones. De hecho, después de la prohibición de la trata de esclavos en 1807 por Inglaterra en 1817 y por France, , miles de esclavos africanos - 45 000 de acuerdo con Hubert Gerbeau llegan a Isla Bourbon - se introducen en las colonias con la complicidad de las autoridades políticas locales.Viniendo la mayor parte de Mozambique y el sur de Tanzania. Los esclavos africanos descubren las tradiciones culturales que les recuerdan a las de su país. El ritmo de la percusión y el movimiento de los combatientes no insensible al esclavo africano que aprende y adopta las costumbres de la Isla.

2)Después de la abolición de la esclavitud en 1848 en La Réunion, la situación demográfica es transformada de nuevo por la contratación de mano de obra India y mano de obra para sustituir a esclavos africanos. Más de 70 000 son introducidos en la isla entre 1848 y 1882, por el sistema de trabajo llamado "libre" en su apogeo. Pero lejos de la desaparición del"Moring", el sistema del "engagisme" le dá nueva vida, amenazada por las tradiciones religiosas que tienen el poder omnipotente del control de la vida de los libertos. De hecho, los "engagés"malgaches y africanos y mahorais llegados después de 1848, menos sensibles a las recomendaciones del clero católico, contribuyeron a la supervivencia de sus tradiciones.

La presencia de muchos descendientes de los colonos malgaches de origen Sakalava "después de la conquista de la isla por el Príncipe malgache Sakalava Andriantsoly que establece julio de 1832, con sus soldados y sus esclavos permite comprender l el desarrollo de mrengé en esta isla y otras islas, incluyendo Anjouan y Mohély donde se practica mucho en el siglo XIX .
La presencia del Islam han sido un freno para su expansión .

El Mrengé Mayotte, practicado por la clase obrera, está firmemente enraizada en las tradiciones de la Isla 7. Como el Moraingy del norte de Madagascar, los profesionales desnudos para luchar con los puños con el sonido de dos o tres "Ngoma", que dan ritmo de combate.

Degredados de para India y Moçambique

É importante frisar que a autoridade que assina a carta de guia, José Alves Barros, é mencionada como “escrivão dos Degredados” na Corte, função prevista no já citado Regimento dos degredados, ainda do século XVI. Alguns sentenciados a degredo, vindos de fora da Corte, realmente amargavam tempos de prisão até seguirem rumo ao destino da pena. 252
Ao aguardarem a decisão da última instância de justiça da Capitania e do então Vice-Reino, a Casa de Suplicação, esses homens permaneciam na prisão do Aljube, verdadeiro depósito e sepulcro humano. Lá, poderiam construir solidariedades com seus pares, uma vez que os sentenciados eram sazonal ou parcamente separados por cor, condição social ou condenação. De outra forma, poderiam se envolver em conflitos entre os diversos detentos e transformar suas estadias num inferno, como acontecera em 1813, quando o carcereiro foi acionado para encerrar um tumulto na cela dos “degredados brancos” que esperavam o envio para a Índia e Moçambique 253.
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/10686/1/DEGREDO%20INTERNO%20E%20INCORPORA%C3%87%C3%83O%20NO%20BRASIL%20MERIDIONAL_%20FABIO%20PONTAROLO.pdf.

Comercio entre Goa-Mozambique y Brasil

O alvará de 2 de abril de 1811 anulou a legislação anterior que vedava o comércio direto entre os portos brasileiros e outros portos dos domínios portugueses.
Em última análise, tendo em vista que esse já se dava, intensamente e sem oposição da Metrópole, entre o Brasil e a África, o alvará só tinha, na prática, o efeito de legalizar o comércio brasileiro com a Índia. Embora proibido, não era incomum que barcos saídos de Goa a caminho de Portugal, e que paravam em Moçambique, alegassem razões de emergência – falta de alimentos ou de água, doenças ou necessidades de consertos – para ancorar em portos brasileiros
e neles descer, clandestinamente ou às escâncaras, parte da carga: algodões indianos, sedas chinesas, especiarias, porcelanas, móveis de vime e laca, assim como escravos que recolhiam nos litorais da África Índica.
Em Moçambique, o comércio de gente fora relativamente pouco importante até o início do século XVIII, quando de seus portos passaram a sair,em grande número, escravos para as plantações de açúcar das ilhas francesas do Índico e, cinqüenta anos mais tarde, para o Brasil.
http://academia.org.br/abl/media/RB%2054%20-%20PROSA.pdf?bcsi_scan_641C80716C2D7C56=0&bcsi_scan_filename=RB%2054%20-%20PROSA.pdf
O France se dirigiu a Quelimane, Moçambique, na costa sudesteda África, onde chegou no dia 29 de janeiro de 1850. Logo após suachegada, o navio foi abordado por um cruzeiro britânico. O oficial bri-tânico pediu para ver os documentos do navio. Na manhã do dia se-guinte, o oficial voltou e pediu que as escotilhas do navio fossem aber-tas. Sendo evidente que o France estava “todo equipado para uma viagem escravista”, os marinheiros britânicos apreenderam o navio. O de-poente William Anderson imediatamente atirou ao mar todos os docu-mentos oficiais fornecidos pelo consulado americano. Anderson acom-panhou o France até o Cabo da Boa Esperança, onde foi acusado decumplicidade no comércio negreiro diante da Corte para Supressão doComércio Escravista. Declarado culpado, o navio foi destruído.William Anderson voltou ao Rio de Janeiro no dia 17 de junhode 1850. Ali, ficou sabendo que Joshua Clapp havia permanecido nacidade e que Frank Smith havia ido para a Califórnia.
http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia35_pp9_35_Graden.pdf.

Conde do Rio Pardo


artigo publicado na revista "Jornal do Exercito" em Abril de 1983. Resumindo, trata-se da arma de Dom Diogo de Sousa, 1.° Conde do Rio Pardo, que nasceu em Lisboa a 17 de Maio de 1755 e faleceu em 12 de Julho de 1829. Como oficial de carreira foi nomeado Governador-Geral de Moçambique (1793). Cinco anos mais tarde foi para o Brasil, Maranhão. Em 1807 foi encarregado de organizar a nova Capitania de Rio Grande do Sul, onde criou as vilas de São Pedro e de Rio Pardo atraindo para ali grande número de colonos. Em 1810 recebeu ordens para ocupar Montevideu que estava em revolução, tendo os seus caudilhos violado a fronteira brasileira. Destruiu as forcas de Artigas. Em 1812 foi no nomeado Vedor da Casa Real. Em 1815 recebeu o titulo de Conde do Rio Pardo e o grau de cavaleiro da Torre e Espada. Em 1816 foi nomeado Vice-Rei da Índia onde se destacou por uma governação considerada brilhante. Em consequencia da revolução de 1820, acabou por ser preso em Goa em 1821 e liberto pouco depois, jurando a constituição em 1822. Em 1824 foi nomeado Conselheiro da Guerra, em 1825 Presidente do Conselho Ultramarino e em 1826 Par do Reino. Dom Diogo de Sousa entrou em combate em três continentes levando consigo esta sua espada.

ALGUNAS CITAS SOBRE MADAGASCAR

NOTA :El pueblo SAKALAVA,practicante de la Lucha Moringue.

MADAGASCAR:

XVII y el siglo XVIII En el siglo XVII, ya se contaban numerosos reinos independientes. Se encontraban etnias de origen islámico arabo (Antambahoaka, Antemoro, Antanosy y Antesaka) en el sureste. Pueblos primitivos pastoriles en su mayoría como los Bara, los Mahafaly, los Antandroy y otros Masikoro se partían los territorios extensos del sur de la isla. Al oeste se extendían el inmenso reino Sakalava de Menabe y el de Boina, más reciente (siglo XVIII). En la costa oriental, los Betsimisaraka asentaban su autoridad mientras en las Altas Tierras, los reinos Betsileo y sobre todo Merina extendían su dominación. La trata de esclavos favorecía entonces una política de ensanche territorial y beneficiaba a los que disponían de armas de fuego. Así, la hegemonía Sakalava tenía una explicación en el control de los principales puestos de trata de la costa oeste con el apoyo de comerciantes Antalaotra. El reino Sakalava se habrá debilitado a fines del siglo XIX a causa de disputas de sucesión y de desventaja en relación con la inmensidad de los territorios ocupados por una población dispersa y nómada.

El siglo XIX era el siglo de la emergencia de la expansión del reino Merina. Primero gracias a la obra unificadora del soberano Andianampoinimerina (1786-1810) quien resumía su ambición territorial por la frase : “La mer sera la limite de ma rizière” (El mar será el límite de mi arrozal). Su hijo Radama I (1810-1828) había proseguido su obra al intentar conquistar toda la isla, ayudado por los Británicos en su política. Los tratados anglomalgaches de 1817 y 1820 le reconocían como siendo el rey de Madagascar y ofrecía una cooperación militar, cultural y religiosa. En cambio Radama I tenía que renunciar a la trata de esclavos. Así, las tropas del rey Radama I controlaron bastante fácilmente la costa oriental de la isla lo mismo que el conjunto de las Altas Tierras pero fracasaron en el extenso país Sakalava. El reino del “progresista” Radama I habrá sido de corta duración, seguido por el de la reina Ranavalona I (1828-1861) el cual se distinguía por una política muy tradicionalista, antieuropea y anticristiana. Más tarde, el Primer Ministro Rainilairaivony, quien se había casado sucesivamente con tres reinas, había conservado el poder durante más de treinta años (1864-1895).

Comercio Brasil-India via Mozambique

Tal como Roquinaldo Ferreira,[3] procurámos, antes, analisar e valorizar as relações económicas existentes entre os diversos domínios ultramarinos portugueses, procurando chamar a atenção para o facto de que no Império português as «interdependências» eram complexas e muito diversificadas, necessitando, por isso, de uma análise «geograficamente» mais articulada. No caso de Roquinaldo, o papel das geribitas e dos panos asiáticos no intenso tráfico de escravos entre Angola e o Brasil, e, no meu caso, o papel dos metais preciosos e dos tecidos indianos no estabelecimento de novas dependências entre o comércio indo-brasileiro, especialmente após a chegada da corte ao Brasil.[4]
2. A atracção do Brasil em finais do século XVIII.
Só a partir de 1761 - quase uma década depois do início do processo de autonomia administrativa de Moçambique em relação ao Estado da Índia -, o poder metropolitano manifestou especial interesse em dinamizar o comércio com a Índia e alargá-lo a os outros domínios ultramarinos, nomeadamente ao Brasil.
O conjunto de medidas desenvolvidas pela coroa através das instruções dadas a Calixto Pereira de Sá,[7] nomeadamente a concentração e organização das alfândegas e a liberdade de comércio para todos os súbditos da Coroa portuguesa que quisessem negociar nos portos moçambicanos, promoveu o desenvolvimento de toda a actividade comercial na colónia. O afluxo de avultadas somas em dinheiro provenientes do tráfico de escravos em larga escala com as ilhas francesas do Índico e com o Brasil, foram os elementos que mais contribuíram para a criação de um pequeno grupo mercantil relativamente organizado e para a transformação da ilha de Moçambique numa plataforma giratória de mercadorias e homens, convertendo-a num grande centro económico e comercial, no último quartel do século XVIII.
3. As novas dependências do comércio indo-brasileiro (1808-1820).
Finalmente, vejamos em traços gerais os circuitos comerciais que Goa manteve com portos pouco distantes, em especial com Surrate e Bombaim, bem como as interdependências com os portos de África Oriental, Macau e Rio de Janeiro no quadro das transformações dos fluxos mercantis coloniais ocorridas no processo de emancipação do império brasileiro, entre 1808 e 1820.
Em relação ao movimento comercial entre o Brasil e a Índia os Mapas indicam a entrada de 36 navios em Goa. Só nos anos de 1817 a 1819 chegaram a aportar 4, 8 e 7 navios, respectivamente, cifras que estavam ao nível dos anos áureos da Carreira da Índia. A maioria das embarcações partiu do Rio de Janeiro o que parece confirmar a tese de Fragoso a propósito da «dinâmica própria» dos comerciantes privados cariocas.[13] Da Baía largaram cinco navios e de Pernambuco apenas um. Convém entretanto realçar que as rotas entre o Brasil e o Índico não se dirigiram apenas ao porto de Goa. Cerca de metade dos navios que navegavam em direcção à Índia fazia escala nos Portos do Norte, principalmente em Surrate e Bombaim, para comprar tecidos guzerates. Outros, interrompiam a viagem em Moçambique ou nas Maurícias para carregar cera e marfim que levavam para Surrate e Bombaim, ou paravam na ida para o Brasil para adquirir escravos.
A análise global das relações comerciais de Goa revela a existência de um pequeno mas diversificado comércio com os portos da Índia, sul da Arábia, costa oriental africana e Extremo Oriente. Entre 1809 e 1819, a média das exportações de Goa não ultrapassou os 2% pelo que optámos por somente apresentar cifras quando a actividade mercantil foi relativamente intensa. Exceptuam-se os casos de Moçambique, Bombaim e Macau onde as saídas representaram 3%, 11% e 3%, respectivamente. Quanto às importações, apenas as de Surrate (44%), Bombaim (10.4%), Balagate (10.3%) Macau (4%) e Pondá (3.54%) são significativas.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12905
Entre o Oriente e o Atlântico: «interdependências» no Império Português, no final da Idade Moderna
Entre o Oriente e o Atlântico:
«interdependências» no Império Português, no final da Idade Moderna
Luís Frederico Dias Antunes
(Departamento de Ciências Humanas do IICT)


3. As novas dependências do comércio indo-brasileiro (1808-1820).
Finalmente, vejamos em traços gerais os circuitos comerciais que Goa manteve com portos pouco distantes, em especial com Surrate e Bombaim, bem como as interdependências com os portos de África Oriental, Macau e Rio de Janeiro no quadro das transformações dos fluxos mercantis coloniais ocorridas no processo de emancipação do império brasileiro, entre 1808 e 1820.
A análise dos mapas estatísticos do comércio do Estado da Índia nesse período, permite realçar as seguintes conclusões: o Brasil, especialmente o Rio de Janeiro, foi a parcela do Império que mais beneficiou do comércio transoceânico com o Índico, correspondendo as remessas de mercadorias indianas, em média, a 73.4% do total das exportações do porto de Goa; por outro lado, 97% dessas mercadorias indianas, que seguiam o rumo do Brasil, eram compostas por têxteis; a esmagadora maioria dos tecidos reexportados por Goa era de origem guzerate e provinha do porto de Surrate e, em menor quantidade, dos chamados Portos do Sul; finalmente, foram enviadas para Goa quantidades apreciáveis de ouro e prata brasileiras que, no entanto, estavam longe de pagar os géneros asiáticos.
O valor total dos têxteis indianos remetidos para o Rio de Janeiro, entre 1809 e 1819, girou em torno de 8:400:000$000 réis (c. de 2370.000 libras esterlinas), uma quantia enorme se tivermos em conta que o total de ouro e prata brasileira enviado para Goa, no mesmo período, para saldar a factura dos têxteis foi apenas de 656:948$900 réis (185.055 libras esterlinas). Ou seja, nas transacções entre Goa e o Rio de Janeiro o valor dos metais preciosos apenas cobria cerca de 1/13 dos têxteis indianos.
Em relação ao movimento comercial entre o Brasil e a Índia os Mapas indicam a entrada de 36 navios em Goa. Só nos anos de 1817 a 1819 chegaram a aportar 4, 8 e 7 navios, respectivamente, cifras que estavam ao nível dos anos áureos da Carreira da Índia. A maioria das embarcações partiu do Rio de Janeiro o que parece confirmar a tese de Fragoso a propósito da «dinâmica própria» dos comerciantes privados cariocas.[13] Da Baía largaram cinco navios e de Pernambuco apenas um. Convém entretanto realçar que as rotas entre o Brasil e o Índico não se dirigiram apenas ao porto de Goa. Cerca de metade dos navios que navegavam em direcção à Índia fazia escala nos Portos do Norte, principalmente em Surrate e Bombaim, para comprar tecidos guzerates. Outros, interrompiam a viagem em Moçambique ou nas Maurícias para carregar cera e marfim que levavam para Surrate e Bombaim, ou paravam na ida para o Brasil para adquirir escravos.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12905

REUNIÓN 1802-Supresión de esclavitud-1815-Restauración de la Esclavitud

Après les Portugais, les Anglais et les Hollandais, les Français s'engagent dans l'aventure coloniale. Ils « découvrent » les îles et s'y installent, utilisant la main-d'œuvre esclave, achetée principalement en Afrique et à Madagascar
1504
Le premier navigateur européen à avoir croisé au large de La Réunion est Diego Fernandez Peteira. Il baptise alors La Réunion Santa Apollonia.
1513
Pedro de Mascarenhas croise au large de l'archipel formé par La Réunion, l'île Maurice et Rodrigues et lui donne son nom: Mascareignes
1613
Le 23 mars, l'amiral hollandais Pieter Willemsz Verhoeff (Pierre-Guillaume Veruff), de retour de Java, fait escale à La Réunion et baptise l'île encore inhabitée England's forest. Il décrit une île paradisiaque vierge avec des cours d'eau, des animaux : tortues, tourterelles, perroquets, ibis de La Réunion (ou solitaire), anguilles, canards, oies, tous extrêmement facile à tuer.
1638
Le 25 juin: Première prise de possession des îles Mascareignes par la France.
1642
Le 29 juin, les Français prennent une seconde fois possession des îles Mascareignes au nom du roi de France et rebaptisent île Bourbon. Premier débarquement en rade de Saint-Paul.
1646
12 mutins de Fort Dauphin (petit comptoir vers la route des Indes dans le Sud de Madagascar) sont abandonnés à La Réunion jusqu'en août 1649. Le 7 septembre, on les ramène à Fort Dauphin, mais certains sont fâchés de revenir. Une première carte de l'île est dressée avec les information de ces mutins. première carte.
1654
Seconde colonisation de l'île Bourbon par des gens de « mauvaise compagnie ».
1663
Le 10 novembre: Le Saint-Charles mouille à la Grotte des Premiers Français à Saint-Paul. L'île Bourbon est définitivement occupée par les Français. Deux Français s'y installent, Louis PAYEN et un collègue, et avec eux 10 serviteurs malgaches dont 3 femmes. Elle devient colonie à part entière et aussi la première base française de l'océan Indien.

1665 / 1764 La période de la Compagnie des Indes [modifier]
Pendant un siècle, la Compagnie des Indes administre directement l'île Bourbon qui lui est concédée par le Roi de France. En 1665, l'île accueille son premier gouverneur, Étienne Regnault, agent de la Compagnie des Indes. L'administration crée les premiers quartiers, exploite les richesses (tortues, gibier…) et accorde les premières concessions. En 1667 naît le premier enfant connu de Bourbon, mais il est probable que les premières femmes malgaches arrivées en 1663 avec Louis Payen aient déjà mis au monde des enfants. La colonisation définitive de l'île commence avec l'arrivée des premiers colons français accompagnés d'une main-d'œuvre malgache qui n'est pas encore officiellement asservie. Les « serviteurs » sont au service des colons de la Compagnie des Indes.
1665
Étienne Regnault devient chef de la première véritable colonie. L'île Bourbon compte 30 à 35 personnes. La colonie est basée au Camp Jacques à droite de l'embouchure de l'Étang de Saint-Paul.
1667
Naissance de Saint-Denis et de Sainte-Suzanne.
1671
L'île Bourbon compte 76 personnes.
1674
L'île Bourbon accueille les rescapés du massacre de Fort Dauphin, et devient alors la seule escale française sur la route des Indes. L'île compte alors 150 personnes. Pendant six ans, l'île va tomber dans l'oubli et la colonie va prospérer...
1686
L'île Bourbon compte 216 personnes.
1700
Versailles prend en considération cette escale sur la route des Indes. L'île est de plus en plus fréquentée.
1704
L'île compte 734 personnes.
1718
Nouvelle richesse de l'île, le café fait entrer Bourbon dans la grande aventure de la prospérité économique. Le développement de cette ressource s'accompagne d'un fort courant d'importation d'esclaves.
1719
Jusqu'en 1735, l'exportation annuelle de café atteint les 100 000 livres. L'île Bourbon « accueille » 1 500 esclaves supplémentaires par an. Ils proviennent d'Afrique, de l'Inde et de Madagascar.
1735
Bertrand-François Mahé de La Bourdonnais devient le premier gouverneur général des îles de Bourbon et de France. L'île de France devient plus importante que Bourbon : elle bénéficie d'un port naturel, Port-Louis, base navale idéale pour la lutte maritime que se livrent l'Angleterre et la France pour la domination de l'Inde. L'Ile Bourbon est cantonnée au rôle de pourvoyeuse de l'Ile de France et des flottes de guerre et de commerce en denrées alimentaires.
1738
Saint-Denis devient le chef-lieu de l'île au détriment de Saint-Paul.
1741
Les jeunes de l'île Bourbon sont recrutés pour la guerre contre les Britanniques en Inde.
1744
La production de café atteint 2 500 000 livres. L'île compte 2 500 habitants.
1756
Jusqu'en 1763, l'île Bourbon participe au conflit opposant la France aux Britanniques en Inde.
1764
Le roi rachète les Mascareignes à la Compagnie des Indes après la faillite de cette dernière. L'île entre pendant 30 ans dans une période économique très faste avec l'exportation des épices et du café.

1767
Le 14 juillet, la France récupère officiellement les Mascareignes.
1768
L'île Bourbon compte 45 000 esclaves et 26 284 habitants libres (Blancs et libres de couleur).
1772
Plantation des premiers girofliers dans l'île.
1788
L'île compte 47 195 habitants.
La culture du café à l'île Bourbon.
Ces deux périodes sont des périodes troubles pour l'île, qui subit les contrecoups des guerres de la Révolution et l'Empire. Les tensions naissent surtout quand l'Assemblée Coloniale créée par la Révolution refuse d'abolir l'esclavage.
L'île Bourbon devient en 1793 l'île de La Réunion. Cependant Napoléon transforme à nouveau le statut de l'île en la plaçant sous l'autorité d'un capitaine général résidant en île de France. L'assemblée coloniale est supprimée et l'esclavage rétabli en 1802.
L'île prend le nom d'île Bonaparte en 1806. Elle reprendra le nom de Bourbon en 1814.
1789
Révolution : l'assemblée coloniale prend le pouvoir aux mains de l'administration royale.
1795
L'île refuse l'abolition de l'esclavage mais adopte un système plus souple. La Réunion est soumise au régime révolutionnaire montagnard.
1796
Refus officiel de l'abolition de l'esclavage.
.1799
L'assemblée coloniale impose à l'île une véritable dictature.
1801
La Réunion revient sous le contrôle de la France après la prise de pouvoir de Bonaparte.
1802
La Loi du 20 mai 1802 maintient l'esclavage.
1806
août, La Réunion prend le nom d'île Bonaparte.
1807
Des catastrophes naturelles exceptionnelles ravagent toutes les cultures de café et de giroflier. Ces événements précipitent l'abandon du café, dont l'intérêt économique décline. Les exploitants se tournent vers la canne à sucre, dont les débouchés en métropole s'acroissent considérablement depuis la perte, par la France, de Saint-Domingue (Haïti) et avec le passage de l'Ile de France (île Maurice) sous domination anglaise.
1808
L'île, sans défense, subit le blocus de la flotte britannique.
1809
Du 16 au 25 août, les Britanniques débarquent à Sainte-Rose et sont repoussés par la garde nationale de Saint-Benoît.
Le 21 septembre, Saint-Paul est conquise par les Britanniques, qui se retirent immédiatement.
1815
Suite au Traité de Paris de 1814, les Britanniques retrocèdent l'île à la France le 6 avril : c'est la seule île de l'océan Indien qui soit rendue à la France. L'île compte alors 68 309 habitants. La culture de la canne à sucre se développe, mais l'île ne peut plus subvenir à ses besoins alimentaires.

1815 / 1848 De la Restauration à l'abolition de l'esclavage [modifier]
Plus de 45 000 esclaves sont introduits à Bourbon entre 1817 et 1831. La traite clandestine est tolérée par les autorités de Bourbon malgré l'interdiction officielle de 1815 (Congrès de Vienne). En 1830, après les Trois Glorieuses, la monarchie de Juillet gouverne en métropole. La traite est énergiquement combattue. Les lois Mackau (1845) adoucissent le régime des esclaves.
1825
Le premier déplacement d'Europe à La Réunion par bateau à vapeur prend 113 jours.
1829
Nouveau cyclone qui dévaste l'île.
1845
Mesures préparatoires à l'abolition de l'esclavage.
1848
L'île compte 103 490 habitants.
Le 9 juin, proclamation de la République : l'île Bourbon redevient l'île de La Réunion.
Le 27 avril a lieu la publication de l'acte d'émancipation. Le 20 décembre, Joseph Napoléon Sébastien Sarda Garriga], commissaire de la République, proclame l'abolition de l'esclavage à La Réunion. L'île comptait alors 60 000 esclaves.

1849 / 1946 De l'abolition de l'esclavage à la départementalisation [modifier]
L'esclavage est aboli mais l'île reste une colonie française jusqu'en 1946. Un nouveau système d'asservissement des hommes - « l'engagisme » ou concept plus adapté le « servilisme » - est à la base de la nouvelle organisation économique et sociale de l'île. Au 1er janvier 1848, la population esclave s'élève à 62 151 individus soit 60 % de la population totale. Libérés le 20 décembre 1848, les affranchis auront chacun un nom (attribué par l'administration coloniale) rajouté à leur ancienne appellation d'esclave. Une minorité d'entre eux acceptent de rester auprès de leurs anciens maîtres, les autres vagabondent misérablement dans l'île ou se réfugient dans les hauteurs de l'île à la recherche de terres libres à défricher.
Plus de 100 000 "engagés" Malgaches, Indiens (Malabars) et Africains (Cafres) seront introduits dans la colonie par les propriétaires d'anciens esclaves pour remplacer ceux-ci sur les plantations. L'île prend le nom d'île de La Réunion après la promulgation du décret du 7 mars 1848, le 9 juillet 1848 à La Réunion…
1849
Premières élections au suffrage universel.
1859
Epidémies de choléra et de variole.
Fin de l'immigration africaine.
1870
Le 22 octobre: départ volontaire de créoles pour la guerre contre la Prusse.
L'île compte 193 360 habitants.
1885
Fin de l'immigration indienne.
1952
Débuts de la Sakay à Madagascar.
1978
Premiers jeux des îles de l'océan Indien.
http://fr.wikipedia.org/wiki/Histoire_de_La_R%C3%A9union

Ataque Sakalava en las Islas Quirimbas

3 - AS INCURSÕES MALGAXES:(Sakalavas)
3.2 - A SEGUNDA EXPEDIÇÃO
...No dia 1º de Setembro desembarcaram na ilha de Querimba, assolando, roubando, matando, aprisionando tudo o que encontravam, assenhorando-se do batel de Manuel Onofre Pantoja, que estava fundeado no porto da mesma ilha, carregado de cauri, com a maior parte do seu fato, ao qual deitaram fogo e avariaram as embarcações que ali estavam. O dito Pantoja, Caetano José Cordeiro e o padre vigário escaparam da fúria destes bárbaros, à sua vista, no escalar do referido Cordeiro, que se transportou pelo passo que há para este Ibo e chegada à minha presença me narraram o sucedido e que o número de embarcações ou lacas era grande[142].
O povo do Ibo, no entanto, amedrontado e com receio de ser molestado, roubado e morto pelos Sakalava, elaborou e entregou uma representação ao Governador das lhas, do teor seguinte:

Representamos nós abaixo assinados moradores deste Ibo, que vendo a grande hostilidade que têm feito os Sakalaos desde a Arimba à Querimba; (...) considerando as forças que nós temos muito diminutas e, igualmente, o número de gente que não pode ser repartida com suficiência, assim na Praça como fora dela, à vista de sessenta lacas pelo que dizem os que viram, cujas forças são muito maiores, suplicamos a V.M. que haja por bem mandar recolher-nos com as nossas famílias na dita Praça, não obstante a ordem de V.M. que nós temos para defender, ficando-nos fora dela, porquanto de certeza perderemos as nossas vidas sem ser útil, assim para nós mesmos como para a defesa da dita Praça e assim ficando nela ao menos teremos vigor para resistir a qualquer ataque que os mesmos queiram tentar, executando nela todas as ordens de V.M[145].
3.3 - A TERCEIRA EXPEDIÇÃO
Baldados os seus propósitos, o Princípe de Anojasse, com os seus atacantes Sakalava, retirou-se para a ilha de Querimba (6ª vez visitada), donde, por três vezes, dirigiu, por um mensageiro, cartas ao Governador das Ilhas, pelas quais justificava as suas incursões à costa de Moçambique e às Ilhas:

...dizendo ao mesmo tempo que o vir aqui parar que é em razão de um vento sul muito forte que apanhou no canal, pelo que o seu desígnio quando de São Lourenço se dirigia a essa capital para tomar vingança do cheque de Sancul, que é o motivo de lhe não entregar a sua mulher e filha, nas mesmas cartas em que me pede por amor de Deus e pelos juramentos mais sagrados da sua Seita que interceda para com V. Exa. a entrega de sua mulher, filha e alguns escravos seus que com ela se acham[199].
Entrava-se no ano de 1818 e a notícia chegada de Quiloa[231], de que uma grande expedição com 1500 lakas viria este ano atacar as Ilhas, parece não ter impressionado o responsável pelo governo das Ilhas, que, nessa data, já estava a pensar na utilização do reduto de Santo António[232], que, com 7 peças, defenderia a entrada da vila pelo lado NW, local por onde costumavam entrar os Sakalava, vindos a pé, da Querimba .
http://br.geocities.com/quirimbashistoria/
O Islã chegou à África do Sul a partir da imigração escrava e livre originária da Malaia e das ilhas do Índico. O processo de conversão durante as últimas décadas de escravidão (1798-1838) foi a idade de ouro do Islã sul-africano. Em 1838, por exemplo, as taxas de manumissão entre os escravosmuçulmanos eram mais altas que entre os escravos cristãos, o que aparentemente
transformou o Islã em uma importante ideologia de resistência e oposição ao poder
senhorial na África do Sul.
http://www.casadasafricas.org.br/site/img/upload/712324.pdf

Artes Marciales en Tonga

Boxeurs-Happae: http://www.tongaturismo.info/old-tonga/cards.htm
Rutas del Capitán Cook: Las rutas de los viajes del capitán James Cook. El primer viaje se muestra en rojo, el segundo viaje en verde, y el tercer viaje de color azul. La ruta de la tripulación de Cook después de su muerte se muestra como una línea azul de rayas. http://es.wikipedia.org/wiki/Capitán_Cook





Recepción del Capitán Cook en la isla Hapaee. (1793-1794) .http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/dgkeysearchresult.cfm?keyword=hapaee

O negreiro de Moçambique Joaquim do Rosario original de Diu.

Quando Tomás Antônio Gonzaga chegou ao lugar de seu degredo, os banianes tinham na ilha e na parte fronteira do continente cerca de 50 lojas e ourivesarias. Ocupavam posição preponderante no comércio: "eram possuidores da maior parte das casas, fazendas, escravaturas, gado, prédios e palmares"(71). Nas manufaturas, também eram indispensáveis os hindus de outras castas. Por isso, quando pensou em conseguir dinheiro para investir numa atividade produtiva, o poeta recorreu a Lacamichande Matichande, comerciante natural de Diu, de 52 anos, que era o chefe dos banianes e uma das figuras mais respeitadas por seu poder na ilha. Só perdia em prestígio para o goês Joaquim do Rosário Monteiro, o maior negreiro da ilha de Moçambique à época, que, por sinal, costumava ser sócio do baniane em várias carregações de escravos(72).
De Lacamichande Matichande, Gonzaga obteve, em 10 de agosto de 1793, um ano depois de sua chegada à ilha, a quantia de 5.100 cruzados para liquidar só no dia 10 de fevereiro de 1799. Gonzaga deveria ir abatendo a dívida ao longo dos anos, mas, com o acúmulo de juros, em janeiro de 1800, o poeta e sua mulher tiveram de vender um palmar na Cabaceira Grande ao médico e negreiro piemontês Carlos José Guezzi para encerrar a conta corrente(73). A negociação com Guezzi envolveria outras mercadorias e acabaria por se arrastar na justiça(74).
http://www.macua.org/gonzaga/gonzaga3.3.html

Mercaderes Baneanes en el tráfico de esclavos -Isla de Mozambique



A partir do final do século XVIII, os mercadores baneanes, possuidores de grandes recursos de capital, vão inserir-se fortemente no lucrativo tráfico de escravos, operando a partir de Moçambique principalmente como armadores.321
Em 1793, havia 13 comerciantes baneanes bem abastados na Ilha de Moçambique, proprietários de várias casas e armazéns, além de muitos baneanes e muçulmanos indianos, que forneciam escravos para as forças militares portuguesas.322 Esta era uma situação que gerava uma forte dependência das autoridades portuguesas em relação tanto aos baneanes, como aos suahílis, colocando o problema da vulnerabilidade do Estado.
A preocupação das autoridades portuguesas em relação a esses grupos se devia ao reconhecimento de que os baneanes, para além das divergências religiosas e culturais, controlavam a economia, e os suahílis formavam a maior parte das tripulações dos navios costeiros, tal como relata o governador dos Rios de Sena, João Baptista de Montaury,
António Pinto de Miranda reitera, em sua memória, o desejo de ver os baneanes até mesmo desaparecerem, tendo em vista a rivalidade com os portugueses no domínio das atividades comerciais.

Marineros malayos -Sudafrica


LIBRO:PAG 18.
A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras
Escrito por José Roberto Teixeira Leite
Publicado por Editora da Unicamp, 1999
Procedente de Universidad de Texas
Digitalizado el 2 Sep 2008
ISBN 8526804367, 9788526804364.http://books.google.com/books?id=MyEsAAAAYAAJ&hl=es&safe=on&pgis=1


Nota del pesquisador: Trata-se de uma gravura de Rugendas que mostra o plantio de chá pelos chineses em 1835 . Eram artístas de Napoleão Bonaparte, que depois de sua derrota ninguém os queria na Europa, e D. João VI os trouxe para o Brasil (Missão Artística Francesa). Esta gravura mostra negros e chineses convivendo juntos nos mesmos espaços de trabalho. Isto implica em aculturação, no período entre 1808 e 1821.
http://www.exposicaomulheresreais.com/voceSabia_modos.htmhttp://catalogos.bn.br/redememoria/chineses.html



Fonte: LEITE, José Roberto Teixeira. Introdução: A China no Brasil. In: ______. A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras. Campinas, SP: Ed. da Unicamp, 1999. p. 9-24.
A CHINA NO BRASIL

A probabilidade dessa presença asiática no Brasil aumenta, quando se sabe que, de modo geral, os navios das diferentes Companhias das Índias Orientais que costumavam aportar ao nosso país, em seu regresso à Europa, eram majoritariamente tocados por marinheiros asiáticos - chineses, árabes, indianos, malaios, cingaleses, javaneses etc. alistados para preencherem as baixas ocorridas na tripulação durante a viagem de ida. Os ingleses davam preferência aos lascars indianos, disciplinados e operosos, embora assustadiços e pouco resistentes ao mar, "morrendo como moscas" segundo antigo cronista; mas empregavam também muitos marinheiros chineses e malaios. As demais frotas priorizavam a marinharia chinesa, árabe e malaia, raças afeitas ao mar e que desde remotas eras tinham dado prova de grande competência como
navegadores.13 Só para citar um exemplo, diremos que em 1792 o pessoal de bordo da frota holandesa no Cabo da Boa Esperança, num total de 1.417 indivíduos, compunha-se de apenas 579 europeus de diversas origens e de 504 chineses, 253 árabes e 101 malaios.14
Não será disparatado chegar-se à conclusão de que centenas, talvez milhares de chineses e de outros asiáticos, embarcados em naus que faziam o trajeto entre a Ásia Oriental, o Brasil e a Europa, pisaram, no decurso de séculos, terras brasileiras. E se não nos ficaram narrativas ou descrições dessas viagens, foi talvez porque não se imaginou que a experiência de rudes marinheiros iletrados fosse capaz de interessar a alguém. Aliás, nem se pode afirmar com segurança que tais descrições inexistam, antes de que acuradas pesquisas venham a ser realizadas em arquivos da China e da Índia. Mesmo porque uma dessas narrativas foi há pouco revelada ao Ocidente por André Levy: publicou-a em 1821 o geógrafo e historiador chinês Li Zhaolu, o qual recolhera o relato de um veterano marinheiro, Xie Qinggao (1765-1821).15 Xie Qinggao, que aos 32 anos cegou e teve de abandonar a carreira do mar, afirma ter percorrido entre 1782 e 1796 os sete mares a bordo de embarcações portuguesas, referindo-se mais demoradamente a Portugal, mas também ao Brasil.16 Outras narrativas do gênero da de Xie Qinggao devem, estamos certos, existir.
Idéias e costumes da China podem ter-nos chegado também através de escravos chineses, de uns poucos dos quais sabe-se da presença no Brasil de começos do Setecentos.17 Mas não deve ter sido através desses raros infelizes que a influência chinesa nos atingiu, mesmo porque escravos chineses (e também japoneses) já existiam aos montes em Lisboa por volta de 1578, quando Filippo Sassetti visitou a cidade,18 apenas suplantados em número pelos africanos. Parece aliás que aos últimos cabia o trabalho pesado, ficando reservadas aos chins tarefas e funções mais amenas, inclusive a de em certos casos secretariar autoridades civis, religiosas e militares.
Muitos desses escravos chineses de Lisboa tinham sido sequestrados ainda em criança em Macau e vendidos (não raro pelos próprios pais) aos lusitanos.
http://74.125.77.132/search?q=cache:D-6I84uc3a0J:www.fundaj.gov.br/china/texto1.rtf+marinheiros+malaios+brasil&hl=es&ct=clnk&cd=4
A historiografia registra que, por volta de 1812, d. João mandou vir de Macau cerca de trezentos chineses oriundos do Cantão para trabalhar no cultivo dessa espécie, tanto no JBRJ quanto na Fazenda Imperial de Santa Cruz, a oeste da cidade do Rio de Janeiro. As dificuldades foram muitas, porque os chineses que vieram não eram lavradores e porque as dificuldades com o idioma criaram uma barreira que foi interpretada como um artifício, por parte dos imigrantes, para ocultar os segredos no cultivo da planta (Sacramento, 1825). Assim que a plantação começou a produzir, as sementes foram distribuídas por todo o Brasil. O resultado, segundo relatórios ministeriais, foi satisfatório: em 1828 já se colhia o correspondente a 23 arrobas (cerca de 338kg).
Voyageurs chinois à la découverte du monde ,Escrito por Dominique Lelièvre (pag 374)

O comércio com o Brasil e a comunidade mercantil em Moçambique (séc. XVIII)

O comércio com o Brasil e a comunidade mercantil em Moçambique
(séc. XVIII)
Luís Frederico Dias Antunes
Departamento de Ciências Humanas
Instituto de Investigação Científica Tropical

Na realidade, a Casa do Rio de Janeiro deu um importante contributo para a constituição
de um pequeno grupo armador que ajudasse no desenvolvimento do comércio interno da colónia, na medida em que, até meados do século XVIII, Moçambique não dispunha de embarcações em
número suficiente para fazer face à crescente demanda de escravos e marfim levada a efeito por
comerciantes franceses e indianos
13
Os Rosário Monteiro, o pai Joaquim e o filho Eleutério, que eram os mais importantes
armadores e negreiros, detentores de avultados capitais de giro e que ocuparam durante décadas
o cargo de selador da alfândega.
Também a família Silva Guedes, o pai João ocupou durante longo tempo o cargo de escri-
vão da alfândega da capital, enquanto que o primogénito Vicente foi secretário do governo e, mais tarde, escrivão-mor da colónia. João da Silva Guedes participou no tráfico de escravos com as Maurícias e o Brasil, pelo menos desde a década de 1780, transformando-se juntamente com o
goês Joaquim do Rosário Monteiro num um dos maiores comerciantes de escravos e armadores
da ilha de Moçambique
24. As ligações de amizade, familiares e de companhia dos Guedes com
os Ferreira da Graça e os Costa Portugal foram fortes. João da Silva Guedes foi compadre do
negociante Francisco Ferreira da Graça e de D. Josefa da Costa Portugal, por se padrinho de
baptismo do seu filho João, nascido em Setembro de 1803 25. As relações de parceria entre João
da Silva Guedes e aquelas famílias recuavam ao tempo dos avós do seu afilhado.
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/eaar/coloquio/comunicacoes/luis_frederico_antunes.pdf

Os Sipais en Mozambique y Goa

Baltazar Pereira do Lago, português de nascimento, tomou posse como Governador de Moçambique em 1766, e governou até 1779, isto é, por longos treze anos e nove meses, devido às suas idéias e ações ficou mais tarde conhecido pela alcunha de ‘Marquês de Pombal de Moçambique’. De inspiração claramente iluminista, suas idéias se encontram sintetizadas nas Instruções deixadas por ele ao seu sucessor no cargo. Pela ênfase que dava à formação de um corpo militar composto por indianosos sipais -, é de se acreditar que tenha permanecido ou mesmo ocupado um cargo em Goa durante algum tempo.
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7418/1/JRBPortella_tese.pdf
otra cita:http://memoria-africa.ua.pt/Digital_Show.aspx?q=/CadernosColoniais/CadernosColoniais-N16&p=8

El tráfico ilegal de esclavos,Mayeur penetra en el Reino Imerína(1777)

recorte libro:Bible et pouvoir à Madagascar au XIXe siècle .
http://books.google.es/books?id=tQdjO_Et0d0C
Página 33 ML Nicolas Mayeur a peut-être été le premier Européen à pénétrer en Imerina, en septembre 1777. Il avait à peine quinze ans quand il arriva à Madagascar, ...
ARTÍCULO:


L'Utile, una embarcación de 800 toneladas y tres palos, fue construida en Baiona entre 1758 y 1759. Originalmente, estaba previsto que se incorporara a la Armada Francesa, pero, concluida la Guerra de los Siete Años entre las coronas francesa y británica, no se consideró necesario y fue vendida a la Compañía de las Indias Orientales, que comisionó como armador a su corresponsal en Baiona Jean-Joseph de Laborde. Nada más abandonar la capital laburdina, L'Utile hizo escala en Pasaia y, de ahí, armado con treinta cañones, partió definitivamente hacia el Indico, con el capitán Jean de Lafargue al mando de una tripulación constituida por unos 150 hombres. El genealogista Bernard Harnie-Cousseau, que colabora con el proyecto de investigación de Tromelin, ha constatado que en esa tripulación abundaban, lógicamente, los vascos, la mayoría de Baiona, pero también de Bilbo, Lekeitio, Ezpeleta, Baigorri o Angelu. Incluso ha localizado en Tarnos a algunos de sus descendientes. No obstante, tal y como era y es usual en la mar, era una tripulación multinacional y en ella había también holandeses, españoles, gallegos y bretones. L'Utile zarpó hacia el Indico con la prohibición expresa de traficar con esclavos, pero, tan pronto como llegó a Madagascar, se dedicó a ello. La noche del 31 de julio de 1761 naufragó en Tromelin, cuando llevaba sesenta personas esclavizadas en sus bodegas. Sesenta personas que terminaron abandonadas a su suerte y protagonizaron una trágica historia que concluyó cuando los últimos supervivientes fueron rescatados quince años después por La Dauphine.
http://www.gara.net/paperezkoa/20070212/2770/es/Los/esclavos/olvidados/comienzan/desvelar/algunos/secretos

Los Sipais de Goa en el ejercito portugués


História de Goa :Escrito por Manuel José Gabriel Saldanha(pag 385)
Nota del pesquisador: Identificamos en 1799 el Cuerpo de Tropa Volante de Sipais del ejercito portugués en Goa comandado por el Teniente Coronel Francisco Ricardo da Silva.Tambien identificamos al Coronel José Alves de Souza almando de un regimiento de artillería.
NOTA:"José Ignacio de Brito, FCCR, COAviz, tenente coronel do exercito do estado da India, e vogal do supremo Conselho de justiça militar do dito estado; filho de Constantino José de Brito, capitão dos voluntários reais de Pondá, e Mulher D. Luiza Maria Rosa de Mello Sampaio; neto paterno de José Ignacio de brito, marechal de campo dos reais exercitos, e de sua mulher D. Rita Ignacia de Sousa e Brito; neto materno de José Maria de Sampaio; sobº, por ser irmão de seu pae, de Luiz Jose de Brito e Sousa, FCCR, COA, sargento-mór de infanteria e governador da Bahia de Lourenço Marques, a quem se passou carta CBA a 24 XII 1815.Um escudo esquartelado; no 1º quartel as armas dos Britos, no 2º as dos Sousas, no 3º as dos Mellos, e no 4º as dos Sampaios - Br. p. a 20 XI 1868. Reg. no Cart. da N., liv. IX, fl. 113 v."
[22] 1774, Fevereiro 15, Palácio de Nossa Senhora da Ajuda
Carta de Martinho de Melo e Castro, dirigido a D. José Pedro da Câmara, [governador
e capitão-general do Estado da Índia], comunicando-lhe que, por determinação régia, emitisse
a ordem necessária para que nos pagamentos que viessem a ser efectuados naquele Estado, a
Francisco Ricardo da Silva, capitão da legião dos sipais, embarcando na nau Madre de Deus,
fosse descontado mensalmente três mil e trezentos réis, destinados ao sustento da sua mulher
[no Reino] (p. 151).
Antropónimos: Francisco Ricardo da Silva, capitão da legião dos sipais; D. José Pedro
da Câmara, [governador e capitão-general do Estado da Índia]; Martinho de Melo e Castro.
Topónimos: [Lisboa]; Nossa Senhora da Ajuda, palácio*.

1774, Fevereiro 10, Sítio de Nossa Senhora da Ajuda
Relação dos oficiais de infantaria e da marinha que embarcariam naquela monção para
o Estado da Índia, os quais deveriam deixar uma parte dos soldos a que tivessem direito,
destinada ao sustento das suas famílias (pp. 146-147).
Antropónimos: Agostinho Reynaud; António Lopes Cardoso, tenente do mar da
armada real; D. Florência [...]17, mulher de [...]18 Godinho de Mira; Francisco Rodrigues
Chaves, cirurgião da nau Nossa Senhora Madre de Deus; [...]19 Godinho de Mira, capitão da
legião
de [...]20; Inês de Torres, irmã de [Luís] Mendes Torres; João Baptista Vieira Godinho,
capitão de bombeiros e lente da Aula do regimento de artilharia de Goa; João Gomes de
Araújo, oficial maior da Secretaria de Estado [do Reino]; João Vito da Silva, 3º piloto da nau
Nossa Senhora Madre de Deus; [Luís] Mendes Torres, capitão da legião de [...]21; Silvério
Manuel, capitão de cavalos da legião de sipais.
Topónimos: Goa; [Lisboa]; Nossa Senhora da Ajuda, sítio*.

A atracção do Brasil em finais do século XVIII.

RECORTE LIBRO:
Testigos del mundo Escrito por Juan Pimentel, Juan Pimentel Igea
http://books.google.es/books?id=yU2BnVTk2nUC&pg=PA299&dq=trafico+esclavos+madagascar+mozambique&as_brr=3

ARTÍCULO:


2-A atracção do Brasil em finais do século XVIII..
Só a partir de 1761 - quase uma década depois do início do processo de autonomia administrativa de Moçambique em relação ao Estado da Índia -, o poder metropolitano manifestou especial interesse em dinamizar o comércio com a Índia e alargá-lo a os outros domínios ultramarinos, nomeadamente ao Brasil.
O conjunto de medidas desenvolvidas pela coroa através das instruções dadas a Calixto Pereira de Sá,[7] nomeadamente a concentração e organização das alfândegas e a liberdade de comércio para todos os súbditos da Coroa portuguesa que quisessem negociar nos portos moçambicanos, promoveu o desenvolvimento de toda a actividade comercial na colónia. O afluxo de avultadas somas em dinheiro provenientes do tráfico de escravos em larga escala com as ilhas francesas do Índico e com o Brasil, foram os elementos que mais contribuíram para a criação de um pequeno grupo mercantil relativamente organizado e para a transformação da ilha de Moçambique numa plataforma giratória de mercadorias e homens, convertendo-a num grande centro económico e comercial, no último quartel do século XVIII.
Sem nos deter nos aspectos puramente factuais relacionados com o tráfico de escravos entre Moçambique e a América portuguesa[8] podemos dizer que alguns dos negreiros brasileiros foram autorizados a estabelecerem-se em Moçambique, acabando por se envolver no comércio de cabotagem da África oriental.
O aumento do número de mercadores portugueses e o primeiro esboço de um corpo mercantil só se tornaria visível, a partir de finais da década de 1770 e no início da década de 1780, com a expansão do tráfico de escravos desenvolvido pelos franceses das Mascarenhas e pelos brasileiros na costa oriental africana, especialmente na ilha de Moçambique, nas Querimbas e em Quelimane.
No início de oitocentos, estamos perante uma classe completamente distinta da que continuava a dominar a sociedade fundiária ligada aos prazos da Zambézia[10]. Esse grupo de mercadores possuía recursos para armar navios negreiros e viajar para as Maurícias e para a América. Em 1801, dos 14 navios utilizados no comércio externo moçambicano, 5 deles estavam envolvidos no tráfico de escravos para o Brasil e região platina (Buenos Aires e Montevideu)[11]. Os outros navios dedicavam-se ao comércio com a Índia, com as Ilhas francesas do Índico e, ainda, ao comércio de cabotagem, tanto de marfim como de víveres.
Mencionemos apenas a título de exemplo o caso da família de Cruz e Almeida. Dela destacamos o patriarca António que foi escrivão da Junta da Fazenda e um dos maiores armadores e negociantes de escravos. Com navios próprios e fretados, repartiu os seus negócios por locais tão distintos quanto as Mascarenhas, Cabo da Boa Esperança, os portos do Brasil e Montevideu. Em 1808, António da Cruz e Almeida ocupou o cargo de juiz ordinário. Possuiu dois navios matriculados no Rio de Janeiro, um dos quais, o Feliz Dia, foi construído no próprio Brasil; seu filho Vitorino, capitão e piloto, foi um reputado negreiro. A família de António Cruz e Almeida manteve laços estreitos e de diversa natureza com o governo de Moçambique. Na verdade, enquanto a sua filha, Dona Juliana da Cruz e Almeida, estava casada com o secretário do governo, Francisco da Costa Lacé, ele próprio prosseguia os seus negócios associado ao governador Francisco de Paula Albuquerque Cardoso[12].
http://www2.iict.pt/index.php?idc=102&idi=12905

Isla Maurico,Bobre,el Berimbao perdido


La Sega de Mauricio (pronunciado Saygah) Ya en 1768, los viajeros que fueron a Mauricio traen cuentos de los esclavos, el cante y el baile que hacían a sus ojos entra en un trance tan diferente y especial. Bernardin de Saint-Pierre entonces, habla de los esclavos "pasión por la música y de la suave armonía de los instrumentos desconocidos ,las canciones con temas de amor. MILBER, en 1803, habla de sensuales pasos de baile que muestran claramente sus intenciones calientes, y Rousselin, en 1860, fue uno de los muchos que se inspiró para intentar la captura de la atmósfera de baile de esclavos en los dibujos. Tenían la magia del negro shega, la danza o la música, o como pronto llegó a ser conocido, la sega. Han escuchado todas las música africanas nacidas de soothed almas perdidas en sus países de origen golpeando tambores y ritmos. Almas de África ahora atrapadas en una isla de la suave fragancia y belleza. De este unísono llegó la sega. Los viajeros escucharon el bobre, el Ravane, el maravane y el triángulo, instrumentos nunca antes escuchados. El bobre (berimbao)lamentablemente,se ha perdido con los años y ya no es parte de un equipo de música sega.

Umbingada ou punga de origen afro-malgache?

nota:1820 Registra-se nesta data, a referência à “punga dos homens”, jogo que utiliza movimentos semelhantes à capoeira.http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/181.pdf
Nota del pesquisador:

En 1658,Flacourt había observado las luchas malgaches en la région de l’Annosy.
"Ellos están luchando en las aldeas, con golpes y hacen la "mitoulou" que es la lucha tanto de hombres contra hombres como mujeres contra la mujeres. "



http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/11/le-moring-art-de-combat-afro-malgache.html
Los franceses fundaram a França Antártica, sob o comando de Nicolau de Villegaignon - e de três anos (1612-15) no Maranhão.
http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/11/el-moringue-y-diamanga-lleg-brasil-y.html
A umbigada ou punga é um elemento importante na dança do tambor de crioula. No passado foi vista como elemento erótico e sensual, que estimulava a reprodução dos escravos. Hoje a punga é um dos elementos da marcação da dança, quando a mulher que está dançando convida outra para o centro da roda, ela sai e a outra entra. A punga é passada de várias maneiras, no abdome, no tórax, nos quadris, nas coxas e como é mais comum, com a palma da mão.
Em alguns lugares do interior do Maranhão, como no Município de Rosário, ou em festas em São Luís, com a presença de grupos de tambor de crioula, costuma ocorrer a punga dos homens ou pernada14 , cujo objetivo é derrubar ao solo o companheiro que aceita este desafio. Algumas vezes a punga dos homens atrai mais interesse do que a dança das mulheres. Por ter certa semelhança com uma luta, a pernada ou punga dos homens tem sido comparada com a capoeira. A pernada que se constata no tambor de crioula do interior, lembra a luta africana dos negros bantus chamada batuque, que Carneiro (1937, p. 161-165) descreve em Cachoeira e Santo Amaro na Bahia e que usava os mesmos instrumentos e lhe parece uma variante das rodas de capoeira15 (FERRETTI et al, 2002, p. 50-51). Não conseguimos localizar até agora documentação referente a presença antiga da capoeira no Maranhão16 que seria importante visando apresentar maiores relações entre a capoeira e o tambor de crioula, tema que atualmente tem despertado grande interesse. http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/192.pdf

Isla Maurico,Bobre,el Berimbao perdido
La Sega de Mauricio (pronunciado Saygah) Ya en 1768, los viajeros que fueron a Mauricio traen cuentos de los esclavos, el cante y el baile que hacían a sus ojos entra en un trance tan diferente y especial. Bernardin de Saint-Pierre entonces, habla de los esclavos "pasión por la música y de la suave armonía de los instrumentos desconocidos ,las canciones con temas de amor. MILBER, en 1803, habla de sensuales pasos de baile que muestran claramente sus intenciones calientes, y Rousselin, en 1860, fue uno de los muchos que se inspiró para intentar la captura de la atmósfera de baile de esclavos en los dibujos. Tenían la magia del negro shega, la danza o la música, o como pronto llegó a ser conocido, la sega. Han escuchado todas las música africanas nacidas de soothed almas perdidas en sus países de origen golpeando tambores y ritmos. Almas de África ahora atrapadas en una isla de la suave fragancia y belleza. De este unísono llegó la sega. Los viajeros escucharon el bobre, el Ravane, el maravane y el triángulo, instrumentos nunca antes escuchados. El bobre (berimbao)lamentablemente,se ha perdido con los años y ya no es parte de un equipo de música sega.
http://www.sega.mu/History.htm

1766-Sipais Indios integrados en Mozambique


Cuerpo de Sipais en Moçambique

Baltazar Pereira do Lago, português de nascimento, tomou posse como Governador de Moçambique em 1766, e governou até 1779, isto é, por longos treze anos e nove meses, devido às suas idéias e ações ficou mais tarde conhecido pela alcunha de ‘Marquês de Pombal de Moçambique’. De inspiração claramente iluminista, suas idéias se encontram sintetizadas nas Instruções deixadas por ele ao seu sucessor no cargo. Pela ênfase que dava à formação de um corpo militar composto por indianos – os sipais -, é de se acreditar que tenha permanecido ou mesmo ocupado um cargo em Goa durante algum tempo. O Secretário Geral de Moçambique em 1766, era António Pinto de Miranda, que por conta de suas repetidas alusões a nomes e costumes provenientes do Brasil, se não era um brasileiro, pelo menos morou por um tempo considerável naquele território. Em anexo ao seu relato há um estudo intitulado Monarchia africana, em que traça um histórico das dinastias africanas, bem como, faz uma etnografia de alguns de seus costumes.

http://www.poshistoria.ufpr.br/documentos/2006/Joserobertobportella.pdf.

Macuas e suaílis na companhia de cipaios da Terra Firme-Moçambique 1763

libro:Página 320 Los actuales macua de Mozambique viven en el norte del país y muchos también en Ilha de Mozambique, donde se asentó la antigua capital de esa colonia ...


Macuas e suaílis na companhia de cipaios da Terra Firme:
...........o acelerado incremento do tráfico de escravos, em disputa com os frances, ocasionava repetidos confrontos com as chefaturas macuas e suaílis.Reavivou-se, então, a discussão sobre o recrutamento das tropas do regi-mento moçambicano.Tanto o novo governador-geral, José Vasconcelos e Almeida (1779-1781), como o comandante do regimento, o tenente-coronel Maia Vasconce-los, se inclinaram para a contratação de cipaios indianos, replicando argu-mentos antigos.As tropas asiáticas acabariam por ser enviadas para Moçambique,não para acudir aos recorrentes conflitos na Terra Firme, mas para se dirigi-rem a Lourenço Marques, onde os austríacos da Companhia Asiática deTrieste tinham instalado uma feitoria62. Os portugueses negociavam na baíahá muito, mas não tinham aí nenhum estabelecimento permanente. Agravi-
dade da situação justificou o envio de uma expedição militar de Goa para expulsar os concorrentes europeus. Em abril de 1781, chegou à ilha de Moçambique uma fragata com três companhias: uma de cipaios, sob a de-signação de Voluntários Reais, uma de infantaria e outra de artilharia, a quese deveriam juntar cem soldados da praça63. A companhia de cipaios era
constituída por 60 homens, dos quais chegaram apenas 14, tendo falecido os restantes durante a viagem, mormente num naufrágio em Zanzibar. Mas,os cipaios eram novamente begarins, ciertamente sem treino militar, e o go-vernador-geral, Pedro Saldanha de Albuquerque (1782-1783), considerou-os inúteis, declarando-os “mais brutos que os cafres desta África”64
.A imprestabilidade dos soldados enviados de Goa, numa difícil conjunção político-militar, apontou para o recurso a outras fontes de recru-tamento. Em 1784, a guerra na Terra Firme, com o chefe macua Uticulo, emresposta à política de preços da companhia de comércio recentemente cria-da, actualizou a premência de encontrar uma solução para os ralos contin-
gentes militares da colónia. O conselho que então detinha interinamente o governo optou por constituir uma companhia de naturais do país, angaria-dos na Terra Firme entre suaílis e macuas, a que chamou de cipaios.A importação de soldados asiáticos, cujo fluxo não fora assegurado pelo governo da Índia, terá sugerido a for-mação de companhias regulares africanas, que mimeticamente foram deno-minadas de cipaios. Essa designação, reportando-se originariamente aos militares indianos, penetrou, então, na terminologia marcial moçambicana
para referir os soldados africanos.Logo depois, o governador-geral António de Melo e Castro (1786-1793), experiente na utilização de combatentes africanos durante a sua ante-rior administração dos Rios de Sena, agregou o corpo de cipaios à compa-nhia de artilharia,recentemente autonomizada do regimento66, visando o seu adestramento no manejo das espingardas e das bocas de fogo. A instru-ção dos soldados foi confiada ao capitão de artilharia Jerónimo José No-gueira de Andrade, que estudara na Academia Militar do Rio de Janeiro.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

CIPAIS EN EL EJERCITO PORTUGUÉS


................o governo da Índia recusou o envio de novos combatentes 52 e, presumivelmente, os sobreviventes do contingente chegado em 1767 regressaram à Índia. Com efeito, pouco se sabe acerca do percurso destes homens. Aparentemente, apenas o sargento Nicolau Pascoal da Cruz, um siamês (1)que pisara pela primeira vez a colónia na nau de transporte dos jesuítas expulsos para Portugal, se estabeleceu nos Rios de Sena, integrando a elite da região. Asua notoriedade, todavia, deveu-se a ter sido o progenitor de uma linhagem que estaria na origem de notáveis desastres do exército português, durante Oitocentos 53

......................Em 1784, dos 46 soldados da chamada companhia de cipaios, entre os naturais da região. Não foi indicada a naturalidade dos restantes 12 elementos, onde se incluíam os oficiais, o cirurgiãomor e o tambor 54 .
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/view/7945/5594
(1)Nicolau Pascoal da Cruz , luso-siamês, ou até sino-tailandês) ao serviço de Portugal. Chegou à Zambézia em 1767, casou ali com uma senhora mestiça e passou a ser um pequeno senhor de prazo, de fortuna diminuta mas com muitos descendentes que, naturalmente, se ligaram às outras famílias de senhores de prazos.
http://209.85.229.132/search?q=cache:hJFC5ZABngsJ:www.macua.org/livros/historiarp.html+sargento+Nicolau+Pascoal+da+Cruz+siames&hl=es&ct=clnk&cd=1&gl=es

O trabalho mestiço

O trabalho mestiço .http://books.google.com/books?id=SsSSO0bm6DcC&hl=es

Marco Antonio de Azevedo -Cipaios de Moçambique

LIBRO:Ser nobre na colônia Escrito por Maria Beatriz Nizza da Silva.(PAG 286)
http://books.google.com/books?id=bmOekh8sWgQC&pg=PA286&lpg=PA286&dq=%22Marco+Ant%C3%B3nio+de+Azevedo+Coutinho+Montaury%22&source=bl&ots=3FZhUNHo1p&sig=5iJrKvzUnvIJbcnPpvI-aLJRehY&hl=es&sa=X&oi=book_result&resnum=2&ct=result
Perante a crescente instabilidade político-militar na região, em 1762, o governador dos Rios de Sena, Marco António de Azevedo Coutinho Montaury, que servira vários anos em Goa, propôs a importação de corpos de cipaios da Índia. Aqui existia uma já longa tradição de recrutamento de
soldados naturais, designados lascarins ou cipaios 9 , para as forças regula-res do exército português. O governante argumentava com os altos custos do transporte das tropas europeias, desperdiçadas em Moçambique pelas elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. Considerou inviável o recurso aos “filhos da terra”, os patrícios, dadas as desconfianças suscitadas pela sua lealdade política. A favor dos cipaios salientou a experiência militar adquirida nos combates nos matos, com armas de fogo e rodelas, apropria- das para acometer os inimigos na África Oriental. Prevenindo a possibilida- de de estes soldados, maioritariamente hindus e muçulmanos, difundirem a sua religião entre a população africana, o tenente-general advogava que fossem escolhidos apenas entre os católicos. Os duzentos cipaios, forma- dos em quatro companhias, cada uma com dois oficiais, distribuir-se-iam por Sofala, Inhambane, Sena e Mossuril 10.
Este projecto propendia, assim, para resolução num quadro regio-nal do problema da escassez de soldados no reino e da sua, agora, sugeridaineficácia nas guerras de África. Durante os séculos anteriores, o alistamen-to de indivíduos de Goa, luso-indianos ou canarins católicos11, para servi-rem em Moçambique fora comum, atento não só o facto de esta colónia integrar o Estado da Índia, como também o constante fluxo de mercadorias e de gente entre as duas margens do Índico.
A proposta de Montaury foi secundada pelo governador-geral Pedro de Saldanha de Albuquerque (1758-1763) e encontrou acolhimento na corte, donde seguiram ordens para o vice-rei da Índia, D. Manuel de Saldanha de Albuquerque, remeter soldados para Moçambique. Eles deveriam ser rendidos no fim da sua comissão e seriam autorizados a transportar as mu-lheres
12. Todavia, o processo foi retardado em Goa, cuja administração de-frontava igualmente inimigos em várias frentes e dificuldades em recrutar soldados para servirem em Moçambique por baixos soldos.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

Mozambique

2. A atracção do Brasil em finais do século XVIII.
Só a partir de 1761 - quase uma década depois do início do processo de autonomia administrativa de Moçambique em relação ao Estado da Índia -, o poder metropolitano manifestou especial interesse em dinamizar o comércio com a Índia e alargá-lo a os outros domínios ultramarinos, nomeadamente ao Brasil.
O conjunto de medidas desenvolvidas pela coroa através das instruções dadas a Calixto Pereira de Sá,[7] nomeadamente a concentração e organização das alfândegas e a liberdade de comércio para todos os súbditos da Coroa portuguesa que quisessem negociar nos portos moçambicanos, promoveu o desenvolvimento de toda a actividade comercial na colónia. O afluxo de avultadas somas em dinheiro provenientes do tráfico de escravos em larga escala com as ilhas francesas do Índico e com o Brasil, foram os elementos que mais contribuíram para a criação de um pequeno grupo mercantil relativamente organizado e para a transformação da ilha de Moçambique numa plataforma giratória de mercadorias e homens, convertendo-a num grande centro económico e comercial, no último quartel do século XVIII.
Sem nos deter nos aspectos puramente factuais relacionados com o tráfico de escravos entre Moçambique e a América portuguesa[8] podemos dizer que alguns dos negreiros brasileiros foram autorizados a estabelecerem-se em Moçambique, acabando por se envolver no comércio de cabotagem da África oriental. Foi o que aconteceu em 1761 com José Francisco da Fonseca, capitão da corveta S. Miguel o Anjo, que depois de vender uma das lanchas do seu navio, decidiu fixar-se em Moçambique, possivelmente em Inhambane. Envolveu-se no comércio interno, e fez fortuna no aluguer da corveta, no transporte e no tráfico de escravos, víveres e marfim dos portos da Zambézia para a capital. À data da sua morte, em 1782, Francisco da Fonseca ocupava o cargo de capitão-mor e juiz de Manica, vila que ficava nos confins do sertão zambeziano, e possuía um património considerável composto de objectos de ouro e prata, escravos, tecidos e uma interessante e valiosa biblioteca.
http://www2.iict.pt/index.php?idc=102&idi=12905
Pernambuco, 1821 Tuesday, November 6th
periódico Edad de Ouro, lista de buques inscritos en los tres meses de este año.

Alive. Dead.
1 slave ship from Moyanbique, 25th March, with 313 180
1 do.— 6th March 378 61
1 do.— 30th May 293 10
1do.— 29th June from Molendo, 357 102
1do.— 26th June 233 21
———— 1574 374
http://memory.loc.gov/cgi-bin/ampage?collId=rbbr&fileName=0004//rbbr0004.db&recNum=68&itemLink=r?intldl/ascbrbib:@field(NUMBER+@od1(rbbr+0004))&linkText=0
htm: http://www.gutenberg.org/files/21201/21201-h/21201-h.htm#gate

Capitanía General del Estado de Mozambique

La Isla de Mozambique en 1763, pasó a ser una villa. Este giro resultó de la decisión del gobierno colonial de separar la colonia africana de la India portuguesa y crear una Capitanía General del Estado de Mozambique ubicada en la isla, en 1752. La villa volvió a prosperar y, en 1810 es promovida a ciudad.
La exportación de esclavos era el principal artículo comercial de la isla, tal como lo era de Ibo pero la independencia de Brasil en 1822, que era el principal destino de este comercio, volvió a dejar a la isla en el marasmo. El golpe final fue el traslado de la capital de la colonia para Lourenço Marques, en 1898.
http://es.wikipedia.org/wiki/Isla_de_Mozambique
libro: Historia politica de los establecimientos ultramarinos de las naciones europeas Escrito por Raynal (abbé), Pedro
http://books.google.com/books?id=XSESAAAAIAAJ&pg=PA174&lpg=PA174&dq=%22corsarios+malayos%22&source=bl&ots=X5ezorxKq5&sig=ZUeWRqTN5y3Z9-VFvjw1hDbVHDo&hl=es&sa=X&oi=book_result&resnum=3&ct=result#PPA196,M1

Glorias e Martirios da Colonizaçao Portuguesa

Moçambique ,primitivamente subordinada ao Estado da índia, sóem 1752 dêste se separou a administração de Moçambique, separação de que resultou nitidamente um maior pro-gresso da sua ocupação .Foi 'Francisco de Melo e Castro o primeiro que a governou nesse novo regime e que muitocontribuiu para aquêle assinalado pro gresso, seguindo-se-lhe João Pereira da Silva Barba e sucedendo a êste, em 1765, o notável capitão-general Baltazar Manuel Pereira do La go cujo nome é ali, ainda hoje, lembrado e respeitado, como o homem que, durante a sua longa permanência na Coló- nia, pôs ao serviço desta a sua actividade inteligente, a sua energia ponderada, tôdas as suas qualidades de (Page 23)organizador que em tôda a grande colónia se fizeram sentir notavelmente.Mas a sua acção e a sua obra melhor foram apreciadas dos nativos do que dos seus contemporâneos da metrópole que o caluniaram até à morte e ainda depois desta lhe instauraram um processo que nunca se concluiu. Assim pode dizer-se que Pereira do Lago foi também, moralmente, um sacrificado da ocupa ção de Moçambique, que tantos serviços lhe ficou devendo. Foi ainda nos fins do século XVIII, quando deixou de se fazer sentir a acção enérgica de Baltazar Pereira do Lago e se desvaneceu com o tempo a influência moral do seu prestígio, que começaram as sublevações do gentio de Moçambique contra a autoridade portuguesa.Prolonga-se pelo século XIX a rebelião dos negros, agora conjugada com a indisciplina dos brancos, que as convulsões políticas da metrópole fomentavam, na quele período trágico da nossa história em que o-País se debateu na guerra peninsular e nas longas lutas fraternas que
vieram a terminar com o triunfo definitivo. do regime liberal.
A abolição da escravatura, em 18 36, também produziu em Moçambique enorme reacção, natural da parte dos que viviam dêsse lucrativo ne gócio ali radicado durante séculos. Dêsse estado de indisciplina da colónia, resultaram as dificuldades que fizeram sossobrar os primeiros governadores, no novo regime, entre os quais ficaram notáveis os nomes de Carlos Oeynhausen, marquês de Aracaty e do brigadeiro de artilharia Joaquim Pereira Marinho,(Page 24)
que, com temperamentos diferentes, aquêle conciliador,êste severo, alguma coisa conseguiram no sentido de apaziguar e disciplinar a colónia nos curtos períodos em que, um e outro, a governaram. Contra o estado de rebelião indígena que dominava em todos os distritos da colónia no comê ço do segundo quartel do século XIX, foram impotentes os esfor ços dos governadores portugueses, assinalados pelo sacrifício de muitas vidas, em Moçambique (1830) , em Inhambane (1834) onde o governador Soares e todos os moradores que o acompanharam foram derrotados e mortos pelo gentio rebelde, em Sofala (18 35) e em Lourenço Marques(1834) onde o representante da autoridade portuguesa A.Dionísio Ribeiro foi achincalhado, maltratado e por fim assassinado pelos nativos, cuja audácia, sucessivamente animada pela fraqueza dos nossos meios de luta, alentou o poder do célebre Manicusse que chegou a estenderse de Lourenço Marques a Rios de Sena, avassalando régulos com o maior desrespeito pela autoridade portu guesa. E quando algum governador tentou reagir, foi em geral mal sucedido se não sacrificado. Foi o que sucedeu ao capitão António Manuel Pereira chaves, governador de Inhambane que, em 1849, num ataque aos rebeldes, encontrou a morte, assim como um tenente e 12 dos soldados .
http://arada.cdu.edu.au/collect/etimor/index/assoc/D3.dir/doc.pdf

TIMOR - Artes marciales en Timor

libro:La colonización Escrito por Marc Ferro(pag 85)
Reportaje de Pencak Silat-Timor

Os Sipais nas colônias portuguesas

Os Sipais nas colônias portuguesas
Portugal, nas suas possessões na Índia, e mais tarde no Estado Português da Índia, teve várias unidades de sipais de características semelhantes, que serviram nas forças armadas locais e nas várias colónias portuguesas, em particular em Moçambique[2], que en 1763, año en quepasó a villa. Este giro resultó de la decisión del gobierno colonial de separar la colonia africana de la India portuguesa y crear una Capitanía General del Estado de Mozambique ubicada en la isla, en 1752. La villa volvió a prosperar y, en 1810 es promovida a ciudad.
La exportación de esclavos era el principal artículo comercial de la isla, tal como lo era de Ibo pero la independencia de Brasil en 1822
Das presenças fora da Índia dos Sipais, o maior contingente de sipais foi estabelecido em Moçambique, passando o termo a designar nos anos vindouros, sob dominação portuguesa, uma força militar, mais vocacionada para o policiamento local e rural, que era comandada por um oficial europeu. As forças de sipais estiveram envolvidas na Guerra do Ultramar, incluindo no Massacre de Mueda.
Nota del pesquisador:Em 1686, o Vice-Rei português baptizava, em Diu, a "Companhia dos Mazanes", formada por ricos comerciantes indianos, à qual eram dados privilégios no comércio entre aquele território e Moçambique. Ao abrigo desta companhia, começaram a fixar-se em Moçambique dezenas de comerciantes indianos, suas famílias e empregados. Apesar das boas relações entre os indianos e os governantes coloniais, a situação financeira da colónia não melhorou.
Em 1752, em face da decadência da Ilha de Moçambique, o governo do Marquês de Pombal decidiu retirar a colónia africana da dependência do Vice-Rei do Estado da Índia e nomear um Governador Geral, que passou a habitar o Palácio dos Capitães-Generais, confiscado aos jesuítas.

CIPAIOS DA ÍNDIA OU SOLDADOS DATERRA?


Perante a crescente instabilidade político-militar na região, em 1762, o governador dos Rios de Sena, Marco António de Azevedo Coutinho Montaury, que servira vários anos em Goa, propôs a importação de corpos de cipaios da Índia. Aqui existia uma já longa tradição de recrutamento de soldados naturais, designados lascarins ou cipaios9, para as forças regulares do exército português. O governante argumentava com os altos custos do transporte das tropas europeias, desperdiçadas em Moçambique pelas elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. Considerou inviável o recurso aos “filhos da terra”, os patrícios, dadas as desconfianças suscitadas pela
sua lealdade política. A favor dos cipaios salientou a experiência militar adquirida nos combates nos matos, com armas de fogo e rodelas, apropria-das para acometer os inimigos na África Oriental. Prevenindo a possibilida-de de estes soldados, maioritariamente hindus e muçulmanos, difundirem a sua religião entre a população africana, o tenente-general advogava que fossem escolhidos apenas entre os católicos. Os duzentos cipaios, forma-dos em quatro companhias, cada uma com dois oficiais, distribuir-se-iam por Sofala, Inhambane, Sena e Mossuril10.
Este projecto propendia, assim, para resolução num quadro regio-nal do problema da escassez de soldados no reino e da sua, agora, sugeridaineficácia nas guerras de África. Durante os séculos anteriores, o alistamen-to de indivíduos de Goa, luso-indianos ou canarins católicos11, para servi-rem em Moçambique fora comum, atento não só o facto de esta colónia integrar o Estado da Índia, como também o constante fluxo de mercadoriase de gente entre as duas margens do Índico.http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

Os sipaios nos territórios ultramarinos portugueses
Portugal manteve forças de sipaios no seu Estado Português da Índia e, mais tarde, em outros dos seus territórios ultramarinos.
Das presenças fora da Índia, o maior contingente de sipaios foi estabelecido em Moçambique, passando o termo a designar nos anos vindouros, sob dominação portuguesa, uma força militar, mais vocacionada para o policiamento local e rural, que era comandada por um oficial europeu. As forças de sipais estiveram envolvidas na Guerra do Ultramar, incluindo no Massacre de Mueda[2].

NOTA DEL PESQUISADOR: Este Capitán Joao Moreira no podemos ac

NOTA DEL PESQUISADOR: Este Capitán Joao Moreira no podemos acreditar que sea el amigo del 2-Marques do Lavradío y Teniente a sus ordenes, pero, si tan "desordeiro" era , pudo se degredado de Teniente a Brasil . Aún tenemos que continuar investigando

[11] 1750, Janeiro, 12, Goa*
Carta patente de D. João V, rei de Portugal, provendo e encarregando João Moreira Pereira
no posto de capitão-mor da povoação de Sena e rios de Cuama, em conformidade com o despacho favorável do vice-rei do Estado da Índia, D. Pedro de Almeida e Portugal, de 12 de Janeiro de 1750, devido a este posto se encontrar vago por falecimento de Luís António Arvé.
Registo feito em Goa a 13 de Janeiro de 1750, fl. 8v-9 .
Antropónimos: António Lopes da Costa; D. João V, rei de Portugal; João Moreira Pereira,
capitão-mor da povoação de Sena e dos rios de Cuama; Luís Afonso Dantas, secretário; Luís
António Arvé; D. Miguel Álvaro da Cunha [escrivão das meias anatas]; D. Pedro Miguel de
Almeida e Portugal, capitão-geral e vice-rei do Estado da Índia; Sebastião Xavier; Tomé Xavier
[ass.].
Topónimos: Cuama, rios; Goa*; Sena, povoação
fuente:(pag 5): http://www.cham.fcsh.unl.pt/juntadafazenda/Files/livro_26.pdf
História e cultura afro-brasileira Escrito por Regiane Augusto de Mattos:
http://books.google.es/books?id=S5Kp9R2b4_wC&pg=PA100&lpg=PA100&dq=%22sultanato+de+angoche%22&source=web&ots=n89BSEQ5yP&sig=TmSOoNW8R0TfVqQeUTLdYAhzZqA&hl=es&sa=X&oi=book_result&resnum=2&ct=result#PPA99,M1

Escravos Moçambiques nas Indias Orientais e América Portuguesa



A administração da África Oriental Portuguesa na segunda metade
do século XVIII: Notas para o estudo da região de Moçambique
Portuguese East Africa administration during the second half of the 18th Century
Ana Paula Wagner1
anapwagner@gmail.com
................No que diz respeito aos locais de exportação dos escravos, no século XVIII, estes poderiam ser encaminhados para o Oriente; pela Índia, os cativos de Moçambique chegaram a Goa, Damão, Diu, Macau e Timor. O volume de escravos exportados para estas localidades era
considerado baixo, se comparado com os números das rotas da África Ocidental para a América Portuguesa (Capela, 2002, p. 65). Um dos fatores para esta baixa procura por cativos de Moçambique, em certa medida, deveu-se ao acesso à mão-de-obra mais barata que os escravos enviados da África Oriental.
É importante também destacar que, segundo José Capela, muitos dos escravos saídos dos portos de Moçambique não se destinaram apenas aos territórios sob posse portuguesa na Ásia; do mesmo modo, foram enviados para algumas colônias francesas, como a Ilha Maurícia, além de Havana, Montevidéu e Cabo da Boa Esperança (Capela, 2002, p. 64)16. Já o tráfico para a América Portuguesa só passou a existir depois da década de 90 do século XVIII.


Crisol aculturacional en Reunión ,Moringue,Sega,Mayola,Samblani,Boukan

Nota: 1741
Les jeunes de l'île Bourbon sont recrutés pour la guerre contre les Britanniques en Inde
.
http://fr.wikipedia.org/wiki/Histoire_de_La_R%C3%A9union
video musica Mayola: http://www.youtube.com/watch?v=V3sMYRKFga0&feature=related

El Kabar, o Kabare, o "servis Malgas" ,o "servis Kabare" es un tipo de fiesta celebrada en La Isla Reunión (también se manifiesta en Mauricio por la tradición oral, y en el archipiélago de las Comoras). Se incluye música, danza, canto y, a veces, moringue. La música que desempeña se basa en gran medida de percusión, y se compone principalmente de maloya, aunque otros géneros musicales (especialmente Sega) pueden ser representados. El 20 de diciembre de cada año (celebración de la abolición de la esclavitud en 1848 en La Reunión),es la celebración de reuniones de la abolición de la esclavitud en torno a una hoguera: la "fiesta KAF". Esta es una oportunidad para los cantantes tradicionales de representación en toda la isla.
Origen : El servis Kabar tiene sus orígenes en las ceremonias que los primeros esclavos malgaches procedentes de Madagascar hacia Reunión. Sin embargo, como el sociólogo Yu-Sion Live [1], esta ceremonia ha perdido sus raíces de Madagascar y la originalidad Reunionesa, de la cultura malbare, Comoras, europea, china ... Además,el Kabar Reuniones ha sido influenciado por el samblani hindú (ceremonia en honor de los antepasados, o sambirani o sambrany), el Boukan Comoriano y la religión católica. Originalmente, se trataba de una ceremonia animista dedicada a los espíritus (ZAM) durante la cual ,los vivos puede conversar con sus antepasados muertos. Según Sudel Fuma [2], un profesor de historia en la Universidad de La Reunión, "en el contexto colonial, la Kabar garantiza [ed] la cohesión social, al igual que ocurris en las asambleas de ancianos en Madagascar.". En lo que respecta a la tradición oral se remonta, la celebración fue el sábado. "Hoy tenemos el permiso de la policía, por la noche junto a miles de personas." [3]
FUENTE PRIMARIA: http://www.historun.com/run/Pub/colloque_ethnomusicologie.rtf

http://fr.wikipedia.org/wiki/Kabar

SÉGA n. m.
I. (Anc.) Musique et danse exécutée au son du bobre*, du caïambe* et du rouleur*. 1812 Il a aussi exécuté un séga créol*, varié d'une manière très savantte. (REJ: I, 79) 1861 [_] et les balancés et chassés croisés de cet infernal quadrille africain qu'on appelle le séga se succédaient sans cesse ni trêve. (SIV: 149)
II. (Auj.) Musique et danse de salon influencées par la musique européenne. Un peu plus tard, le séga a lui aussi été à l'honneur dans les salons de l'hôtel de ville. Il s'agissait cependant d'une danse quelque peu différente de ce qui se pratiquait alors au Rio ou à l'Hôtel de l'Europe: "C'était le séga de salon, beaucoup plus gracieux, et avec des déhanchements moins "vulgaires" ! (QUO 06.11.95) ENCYCL.: Le t. désigne à l'origine deux formes de danses et de musiques: d'une part une forme d'origine malgache, auj. disparue et d'autre part ce qui est devenu le maloya actuel. ÉTYMOL.: Le t. attesté depuis 1770 à l'île de France (tschiega) se retrouve à l'île Bourbon en 1817 sous la forme chéga, tchéga. Il peut provenir du swahili sega: "relever, retrousser ses habits", ce geste étant caractéristique de cette danse à ses origines. (CHA: 1068). Une autre hypothèse le fait venir du bantou sika, siika: "jouer d'un instrument de musique, produire des sons" devenu sica, chica: "espèce de fandango" (zone américano-caraïbe) : le t. serait donc venu à la Réunion par le vocab. des Isles (Chaudenson, 1992 : 191). u ~ traditionnel: Le public est demandeur de séga traditionnel et aussi des nouvelles musiques (seggae*, malogué*). Je fais les deux en spectacle. (ÉCH 30.07.92). ~ piqué: Séga au rythme vif et entraînant. À côté de quatre bons ségas piqués, on trouve en effet trois ballades et un maloya* à la mémoire d'Edmond Albius, qui a trouvé le procédé de fécondation de la vanille* et envers qui l'Histoire a été assez peu reconnaissante. (TEM 27.10.95) u V. battre le séga, casser un séga, moudre le séga, rouler le séga, tourner le séga ' maloya, quadrille, danse ronde .

http://www.bibliotheque.refer.org/livre10/




Vicissitudes de um império oceânico:

Vicissitudes de um império oceânico:
o recrutamento das gentes do mar na América
portuguesa (séculos XVII e XVIII)
Luiz Geraldo Silva
Graduado em História pela Universidade Federal de Pernambuco, Mestrado em História do Brasil
pela mesma Universidade e Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo. É
Professor Adjunto da Universidade Federal do Paraná e tem experiência na área de História, com
ênfase em História do Brasil Colônia.
Assim, desde o século XVI, mas sobretudo entre os séculos XVII e XVIII, sabe-se
que muitos escravos negrosafricanos ou nascidos em Portugal – foram empregados nos navios da carreira da Índia. Como revela Saunders, muitos deles – senão a maioria –eram de propriedade de marujos recrutados pela Marinha portuguesa. Empregando seus escravos nos navios, os marujos acabavam por perceber seu salário e o salário de seus cativos. Desse modo, eles viam aumentar seus rendimentos pecuniários além de serem poupados de trabalhos pesados executados a bordo, os quais acabavam por ficar a cargo dos escravos. Do ponto de vista das autoridades portuguesas, o expediente de empregar escravos acabava sendo encarado
como um meio normal e corrente de suprir lacunas na tripulação. Em 1559, o navio Águia, que fazia a carreira da Índia, “só se salvou de naufragar no canal de Moçambique devido aos esforços feito pelos negros que estavam a bordo”.
Funcionários da Casa da Índia declararam em 1712 que muitos navios da carreira não teriam alcançado Portugal “se não fosse o trabalho contínuo dos escravos negros que vão neles”. Em
1738 o Vice-Rei da Índia, D. Pedro de Mascarenhas (1732-1740), afirmou que quando não
havia escravos provenientes de Moçambique nos galeões estes não podiam navegar
. Segundo
ele, os escravos negros eram empregados nos navios “como trabalhadores no convés realizando o trabalho duro, como acontece geralmente”.6
Ao mesmo tempo, a navegação marítima portuguesa interna ao Índico e ao Pacífico passou a empregar um número considerável de marujos asiáticos desde o século XVI, e os poucos brancos que restaram nos navios ocupavam as posições superiores ou as funções de soldados ou artilheiros. Calcula-se que o número de marinheiros disponíveis no Estado da Índia em inícios do século XVI nunca tenha sido superior a 400 pessoas– um número desprezível considerando
as demandas de todas as frotas que partiam de Lisboa a Goa, e vice-versa. Do mesmo modo, como se verá adiante, apelar-se-á para este recurso na América portuguesa entre os séculos XVII e XVIII: marujos foram aqui recrutados primeiro para suprir demandas da carreira da Índia, depois para suprir a Marinha Real portuguesa na Europa. Finalmente,
muitos marinheiros foram incorporados às forças navais para servir na própria América, notadamente nas guerras luso-espanholas levadas a efeito no Sul do Brasil durante a segunda metade do século XVIII.
Recrutar marujos entre africanos, asiáticos e, depois, entre habitantes da América portuguesa
constituía, pois, prática que concorria para a manutenção de um império talassocrático
que, paradoxalmente, não dispunha de um considerável contingente de pessoal marítimo em seu próprio domínio terrestre europeu.7
http://www.revistanavigator.net/navig5/art/N5_art3.pdf

Dinâmica do Império atlântico português (1655-1755),

o tráfico de escravos e a economia de Pernambuco na dinâmica do Império atlântico português (1655-1755),
de Gustavo Acioli.

Ao usar o conceito de tráfico bipolar entre as capitanias do Brasil e a Costa da Mina, ou a noção de comércio triangular e bilateral envolvendo também Portugal, Gustavo Acioli parece não ter em conta a fluidez das redes de financiamento do tráfico negreiro. O que existia era um enorme mercado ultramarino que se expandia e retraía com extrema maleabilidade, um mercado com múltiplos pólos de oferta e de procura de mercadorias: Lisboa, Rio de Janeiro, Baía, Pernambuco, Luanda, Moçambique, Goa e Macau. Um mercado que, em muitos pontos, extravasava mesmo o domínio ou a influência política portuguesa, em particular quando se situava nos sertões africanos, ou mesmo, em diversos portos da Índia, nomeadamente Surrate, Bombaim ou Bengala.
Ora, a perspectiva de um Império em rede multipolar coloca-nos a necessidade de apreender a dimensão verdadeiramente cosmopolita do Império português e reconstruir os circuitos comerciais ultramarinos dos principais portos brasileiros com África atlântica e com o Índico.
Para isso, torna-se indispensável seguir o percurso económico intercolonial e, muitas vezes, as relações que negociantes do Rio, da Baia e Pernambuco mantiveram, por exemplo, com os seus congéneres indianos, participando activamente do comércio de tecidos asiáticos. A elite mercantil destes três portos também beneficiava dos lucros do comércio com Angola, onde a presença dos seus navios representava cerca de 85% de toda a movimentação portuária de Luanda entre 1736 e 1770. Do Brasil saiam grandes quantidades de tecidos indianos, cachaças, tabaco fino, ouro, pólvora e armas para serem trocados nos sertões africanos, especialmente por escravos.
Reconheço que não estou totalmente familiarizado com a documentação utilizada por Acioli para a elaboração da sua palestra, mas parece-me improvável que as fontes não mencionem a existência de panos indianos nos porões dos navios negreiros que rumavam à costa da Mina. Por outro lado, não nos podemos esquecer que uma parte significativa dos escravos africanos que trabalhavam nas plantações de Pernambuco, chegava ao Brasil em navios que operavam a partir da Baía e do Rio de Janeiro carregados com tecidos indianos provenientes dos navios da Carreira da Índia.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=13546

la isla Bourbon (Reunión)-Esclavitud

recorte libro:
http://books.google.com/books?id=iTmkzBKdA48C&pg=PA208&dq=tch%C3%A9ga+mozambique&as_brr=3&ei=ZLtrSrCcEabUyQSnmtWWAg&hl=es

Estadistica:población Isla Reunión: http://www.historun.com/run/Histoire/index.asp?detail_frise_periode=30

mapa:Esclavitud http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001337/133738e.pdf#page=9


La isla necesitaba de mano de obra para el cultivo del café, de especias y de la caña de azúcar, los colonos trajeron a esclavos para desarrollar la economía de la isla Bourbon.Los primeros esclavos malgaches llegaron a la isla en 1671. Se sabe que el 28 de agosto de 1670, a petición del ministro Colbert, el Consejo del Estado del Reino oficializó la practica de la esclavitud en Francia.En las Antillas, la esclavitud había contribuído al desarrollo económico de la isla y de los colonos.
En 1696, la isla contaba con 269 habitantes, 200 Blancos y 69 Negros. En 1700, eran 750 habitantes y 320 Negros.
En 1704, la población de la isla había triplicado : contaba con 734 habitantes : 423 Franceses (hombres y mujeres), y 311 esclavos y cuatro negros llamados « domésticos ». Los historiadores notaron una ligera progresión en 1708 con 894 habitantes (507 Blancos y 387 Negros), después en 1711, la isla Bourbon había sobrepasado los 1000 habitants con 557 Blancos y 467 Negros. Los negros eran menos numerosos que los blancos hasta el año de 1713, la isla contaba con 1171 habitantes (633 Blancos et 538 Negros).
En 1723, el celebre Código Negro de 1685 fué adoptado para el uso de las islas Mascareñas, y las cartas patentes de Luis XV, bajo forma de edición, fueron registradas en la ciudad de Saint-Paul, el 18 de septiembre de 1724, por el Consejo Superior de Bourbon.Este nuevo código negro se adaptó a la situación de la isla Bourbon, favorizando a partir de 1725, la llegada de miles de esclavos que venían en su mayoría de Madagascar y de Africa oriental para el cultivo del café y de especias. Esta mano de obra fué abundante, y era necesaria para permitir a la Compañía de las Indias Orientales continuar con la expansión económica de la isla Bourbon. Pero los esclavos no esperaron a la abolición de la esclavitud en 1848 para tratar de escapar a su calvario y ser libres nuevamente. Fué el fenómeno conocido bajo el nombre de "marronnage", tanto en las Antillas como en el Océano Indico, y es un fenómeno inseparable de la historia de la esclavitud en la isla Bourbon, este fenómeno se vió fuerte a mediados del siglo XVIIIe . En 1732, la población de la isla llegaba a más de 8000 habitantes, de esos 6000 esclavos negros. Los esclavos de Bourbon eran contratados en Africa del Este, y eran los portugueses o árabes de Mozambique y de Madagascar quienes los vendían. Pero el movimiento más importante se produjo entre 1735 y 1765, ya que los esclavos pasaron de ser 6000 a 21 000 para una población de 25 000 habitantes, los negros se volvieron en la mayoría. Al momento en el que la isla Bourbon fué comprada nuevamente (1764) de la Compañía de las Indias por el rey, llegaron nuevos imigrantes de Francia, pero también algunos negros de Africa y de las islas Comores, también algunas mujeres francesas, malgaches, hindúes y portuguesas. pero fué gracias a Pierre Poivre, comisario intendente general de las islas de Francia y de Bourbon (1767-1772), que el archipielago de las Mascareñas se transformó en colonia próspera, organizada y claro, envidiada.
http://reunion.runweb.com/page-614-lang-ES-2V-page,La-esclavitud.html

Mayola y Moring ,otras referencias culturales para los esclavos desarraigados.


El Moring Reunionés ha llegado de Madagascar y transmitido por los antepasados afro-malgaches de generación en generación durante varios siglos. Los esclavos africanos llevados por árabes en dhows(Navíos) a Madagascar o a colonias francesas por esclavistas occidentales del océano indico trajeron consigo esta antigua cultura, válvula de escape de seguridad identitaria. Sin Maloya o Moring, el esclavo que han perdido su religión, idioma, que fué desarraigado, tiene otras referencias culturales. En 1714, la Isla Bourbon con sólo 623 colonos blancos y 534 malgaches y los negros africanos, el Moring creo que todavía no estába desarrollado. El desarrollo del café durante el período de Mahe Labourdonnais cambió con el contexto sociocultural con la introducción masiva de africanos y malgaches esclavos en todo el siglo XVIII. El comercio de esclavos malgaches en más numeroso que el de esclavos africanos. En el siglo XVIII, la isla tiene más de 160 000 esclavos entre 1723 y 1810.
http://www.celat.ulaval.ca/histoire.memoire/b2006/Fuma.pdf

Historia del Café


LIBRO:Historia del Café de Guatemala. http://books.google.com/books?id=z8GpZWsAjXsC&hl=es
nota de otro libro:Página 3 Parece que fue en 1723 cuando se introdujeron las primeras plantas en la isla de Martinica y que de ellas descienden los cafetos de las Antillas y el Brasil ...

Colonos em Moçambique

foto:Mulher do fotógrafo J. Wexelsen fotografada na Beira - Moçambique, 1907. Colecção João Loureiro


A ambigüidade existente sobre sua localização decorre do baixo número de portugueses instalados na região, sendo que destes poucos lusitanos que habitavam a África Oriental, a grande maioria era composta por homens degredados para servirem nas tropas da Coroa lusitana, mas que ao chegarem à região desertavam “[...] sem a menor razão ou desculpa, preferindo trabalhar como escravos dos muçulmanos, hindus e hereges, a ser vassalos do seu rei”205. No território oriental-africano controlado por Portugal, em 1720, viviam menos de 2000 cristãos portugueses, indianos e mestiços, e alguns milhares de africanos na condição de livres e escravos206. Os colonos se inseriram no comércio interiorano, casaram-se com as filhas dos régulos locais, deram assistências militares aos chefes tribais e conseguiam passe livre no comércio. Eles se “africanizaram”. Em poucos anos de residência na África Oriental, tiveram filhos mulatos e, habitando as aldeias do interior, começaram a viverem à africana207. Era uma prática comum entre os colonos portugueses assentados na África Oriental o reconhecimento da autoridade do soberano local.



......................tendiam a se africanizar completamente no espaço de duas ou três gerações”210....................................... A “africanização” dos colonos incidia diretamente na diminuição do poder lusitano sobre a África Oriental, assim como no afastamento das relações entre esta região africana e a América portuguesa. A África Oriental estava mais voltada para o comércio, sobretudo a venda de escravos para os traficantes ingleses, franceses e holandeses instalados no Oriente e nas ilhas ao longo da Costa Oriental africana.








Deixando intocado o processo produtivo, os portugueses não conseguem reorientar a seu favor os circuitos regionais de comércio. Por muito tempo as trocas permanecem voltadas para o Norte e para o Leste, com os árabes de Oman manobrando o tráfico para o golfo Pérsico, principal mercado consumidor de escravos naquela parte do globo. Aliás, é somente em 1756 que Moçambique recebe a primeira tabela aduaneira portuguesa de cobrança de direitos de exportação sobre escravos. Ou seja, dois séculos e meio depois da entrada em vigor de pautas similares elaboradas para a Guiné portuguesa, e duzentos anos mais tarde das que entraram em vigor no Congo e em Angola. Afora remessas esporádicas, o Brasil só recebe regularmente escravos da África Oriental a partir do início do século XIX217.




.................... Na verdade, antes da introdução portuguesa na África Oriental, essa região, a pelo menos um milênio e meio, já se conectava a Comores, Madagascar, a Meca, ao Iêmen, a Omã, à Índia, à Pérsia, ao Ceilão, à Indonésia e à China. Estas rotas comerciais eram dominadas pelos muçulmanos, que regularmente enviavam navios à África Oriental.




........................... Com efeito, os suaílis continuaram a disputar o comércio com os portugueses. Não apenas aquele que se dirigia para o oceano Índico, mas também o do interior, dominado pelos africanos animistas219. Os suaílis, não raro, buscavam nas feiras do interior ouro, marfim e, em menor escala, escravos que trocavam pelos tecidos indianos com os portugueses220. Apesar da incômoda posição de intermediários dos suaílis para os portugueses, as tentativas de expulsá-los se tornaram frustrantes aos intentos da Coroa, pois os suaílis eram numerosos, bem integrados aos animistas locais, conheciam bem a região e mantinham estreitas relações comerciais e políticas com a Arábia, Pérsia e Índia221.




...........................
Lovejoy afirma que durante o século XVIII, cerca de apenas 400.000 escravos saíram da África Oriental, sendo que por volta de 2/3 destes foram remetidos ao Oriente e o 1/3 restante dividiu os mercados das ilhas Mascarenhas, sob jugo francês, e a América portuguesa227. Durante praticamente todo o século XVIII, a América portuguesa e a África Oriental encontravam-se comercialmente separadas. Os poucos aventureiros luso-brasileiros que se arriscavam na “Contracosta” africana buscavam cativos para trocarem por tecidos na Índia, e de posse desses produtos indianos, faziam nova permuta por escravos na região da África Centro-Ocidental228. Este tráfico para a América portuguesa era tão ínfimo em volume que D. Francisco de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar, que havia sido governador de Minas Gerais entre 1717 e 1721, enviado à Índia como vice-rei em 1744, então em escala em Moçambique, se espantou com o baixo preço de venda dos escravos na região, observando ainda que estas mesmas peças valeriam mais de dez vezes os seus valores na costa Ocidental africana. Enfim, ele não entendia porque não se exportava maiores quantidades de escravos de Moçambique para a América portuguesa229.




...................... Tidos nas Minas Gerais do século XVIII, como “[...] do tipo retinto, gostavam muito de danças e de festas, de música, usavam grandes argolões, cordões de ouro e miçangas diversas”230, a nação moçambique era uma nação genérica para todos os escravos enviados da África Oriental para as Minas do século XVIII. Mesmo quando as exportações de Moçambique para as Américas cresceram depois de 1780 231, os portugueses e os luso-brasileiros, principalmente os da praça mercantil do Rio de Janeiro, utilizaram destes escravos quase que exclusivamente no comércio no Rio da Prata232, fazendo com que suas representações fossem pouco afetadas na América portuguesa. Foi somente na primeira metade do século XIX, quando aumentou o número de escravos da África Oriental enviado à América portuguesa233, é que apareceram outras nações da África Oriental, como mombaça, quelimane, inhambane e quiloa. Mesmo assim, muitas dessas denominações ficaram restritas ao Rio de Janeiro234. Aliado a isto, as representações atribuídas aos indivíduos de nação moçambique no Rio de Janeiro no século XIX, seriam diferentes daquelas encontradas em Minas Gerais no século anterior.




................................a pouca miscigenação dos grupos de cultura portuguesa na África Ocidental refletiu na maior distância entre os não-africanos do Império português e os africanos da Costa Ocidental.





Ocupación de Timor

dibujo:Coolis embarcando en Macao-1885-1905


A partir de cerca de 1640, portanto, a presença portuguesa em Timor começa a crescer de forma relevante, de resto sem grande oposição dos habitantes da ilha. Poucos anos antes, em 1636, a chegada ao litoral timorense de frei Rafael da Veiga tinha marcado o início de uma missionação mais consequente, embora os religiosos dominicanos nunca se livrassem totalmente da fama – e talvez do proveito ! – de se envolverem no tráfico de sândalo. Mais uma vez, interesses espirituais e materiais caminhavam lado a lado. Cinco anos mais tarde existiriam em Timor vinte e duas igrejas, onde missionavam exclusivamente os frades de São Domingos. E um pouco antes de 1645, um outro religioso da mesma ordem, frei António de S. Jacinto, dirigia a construção de um forte português em território timorense, na região de Cupão, na extremidade ocidental da ilha, onde parece ter-se então desenvolvido o primeiro estabelecimento português permanente.
http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/loureiro,%20p.pdf
TIMOR LORO SAE DA DESCOBERTA À INVASÃO INDONÉSIA
Autor : A. Monge da Silva , Sócio da AMOC
O Povo, a Língua e a Organização

Basicamente, o povo é uma mistura pouco homogénea de raças melanésia e malaia. Há depois muita mistura de sangue Português, Africano, Indiano(de Goa), Chinês e outros; há até uma ilógica tribo ruiva.
A Presença Estrangeira
As primeiras referências sobre Timor vêm de escritos chineses de 1225 que se referiam ao sândalo aí produzidos. Os Portugueses chegaram à zona em 1515, mas, só em 1556, os frades Dominicanos fundam uma colónia e um forte em Lamaquera nas ilhas de Solor. Posteriormente, alargam a sua influência à ilha das Flores fundando outro forte em Larantuca. Em 1642 os mesmos frades estabelecem-se em Cupão (Kupang) na ilha de Santa Cruz, mais tarde chamada Timor.
Formaram-se nestes fortes grandes comunidades de Portugueses mestiços. Para além da "força do sangue" Português, havia uma política régia de fomento ao casamento inter raças; até os misisonários deram grande ajuda. A estes Portugueses mestiços era dado o nome de Portugueses pretos ou topasses (do Malaio, o que fala duas línguas).
Entretanto chegaram à zona os Holandeses, que tomam a ilha de Solor(1636) e a fortaleza de Cupão em Timor(1653), ficando a ilha das Flores a ser o principal centro do comércio Português. Solor muda de mão várias vexes. Quando em 1642 Malaca é tomada pelos Holandeses, os topasses que aí residiam estabelecem-se em Larantuca, na ilha das Flores e em Macáçar, nas ilhas Celébes.
Em 1629 são referenciadas em Larantuca duas importantes famílias topasses: A de Jan d'Hornay, desertor Holandês, e a família Costa, que depois se mudaram para Timor e deram origem a várias linhagens de régulos.
Guerra Ritual (Funu). As Revoltas
...............De 1719 a 1769 dá-se a rebelião de Cailaco, uma revolta de topasses contra o domínio Português. Os topasses com o apoio de vários régulos, entrincheiram-se nas "Pedras de Cailaco", uma fortaleza natural a 2.000 metros de altitude onde nascem os rios Lois, Marobo e Lau-Heli. Chuvas torrenciais obrigam os Portugueses a levantar o cerco mas alguns dos reis cercados aceitam a derrota, juram fidelidade e passam a pagar as fintas (impostos em géneros).
http://oecussi.no.sapo.pt/

Isla Reunión ,una historia de esclavitud


El escaso interés en poblar y desarrollar el territorio permitió que, aproximadamente entre 1685 y 1715, isla Bourbon obtuviera sus principales ingresos de la piratería. La introducción del café, que entre 1715 y 1730 se convirtió en la principal cosecha, cambió por completo la economía. Los franceses utilizaron esclavos africanos para las labores intensivas necesarias en este cultivo. Durante este período se dispusieron también plantaciones de cereales, especias y algodón.
Al igual que Mauricio, Reunión creció bajo la guía del notable Mahé de La Bourdonnais, que sirvió como gobernador entre 1735 y 1746, a pesar de tratar a Mauricio como favorita y dejar a Reunión en un segundo plano.
Como resultado de una gestión deficiente y de la rivalidad entre Francia y Gran Bretaña durante el siglo XVIII, así como de la quiebra de la Compañía francesa de las Indias orientales, el gobierno de la isla pasó directamente a la Corona francesa en 1764 y, tras la Revolución Francesa, cayó bajo la jurisdicción de la Asamblea Colonial. A finales del siglo XVIII se produjeron diversas rebeliones de esclavos, y todos los que consiguieron escapar se ocultaron en el interior de la isla, donde se organizaron en pueblos con jefes democráticamente elegidos y desde donde lucharon para mantener su independencia de las autoridades coloniales.
Las plantaciones de café fueron destruidas por ciclones a principios del siglo XIX y, en 1810, durante las guerras napoleónicas, la isla pasó a manos británicas. Cinco años más tarde, mediante el Tratado de París, el botín fue devuelto a los franceses, pero los británicos retuvieron el control sobre Rodrigues, Mauricio y las islas Seychelles.


Le Moring réunionnais est donc venu de Madagascar transmis par les ancêtres afromalgaches
de génération en génération pendant plusieurs siècles. Les esclaves africains
emmenés sur les boutres arabes à Madagascar ou dans les colonies françaises de l’océan
Indien par les négriers occidentaux, apportèrent avec eux cette culture ancestrale, véritable
soupape de sécurité identitaire. Sans le Moring ou le maloya, l’esclave qui avait perdu sa
religion, sa langue natale, se trouvait déraciné, n’ayant plus de repères culturels
. En 1714, l’Île
Bourbon comptant seulement 623 colons blancs et 534 Noirs malgaches et africains, on peut
penser que le Moring n’est pas encore développé. Le développement de la culture du café
pendant la période de Mahé de Labourdonnais change le contexte socioculturel avec
l’introduction massive d’esclaves malgaches et africains tout au long du XVIIIe siècle
. La
traite des Noirs, notamment des esclaves malgaches, plus nombreux que les esclaves africains
au XVIIIe siècle, emmène dans l’Île plus de 160 000 esclaves entre 1723 et 18109.

Batavia-Java muertes de marineros

El Quijote del Siglo XVIII, ó historia de la vida y hechos, aventuras .(pag 208)

La trata de Esclavos -Isla Reunión

En 1704-1705, la población de la isla de Bourbón(Reunión)se ha triplicado en 18 años. Hay 734 habitantes. 423 colonos, hombres y mujeres, 311 esclavos (102 criollos y 209 importados) y 4 negro libertos. En 1708-1709, incluso un ligero aumento, con 894 personas (507 blancos y 387 negros). En 1711, 1024 personas (557 blancos y 467 negros) y en 1713, 1 171 personas (633 de Europa y 538 criollos negros).Durante 1730, entraron en Bourbon (Reunión)300 indios, 1000 africanos y 2 000 malgaches. En 1732, había 7 500 personas, entre ellas 5 500 esclavos. Leemos, por ejemplo, en los archivos entre 1729 y 1730,que el buque La Medusa en tres viajes, transporta 947 esclavos, por una suma de 268 000 libras del momento. La inversión inicial y el costo de transporte es de " 30 000 libras netas ,el beneficio es del 800%! .Uno entiende mejor entonces el celo de los esclavistas y la voluntad de los distribuidores en proporcionar esclavos. Todo esto con,grandes complices. Así, en 1724, el virrey de Goa,capturado por dos corsarios, finalmente logró pasar a Mozambique a bordo de un buque de la Companía de Indias. En agradecimiento, el virrey da a la empresa el derecho a la trata de personas en Mozambique.
http://www.clicanoo.com/index.php?id_article=97587&page=article
350 ans d’histoire
Les premiers mutins débarquent en 1643. Ils découvrent une prison de rêve, regorgeant de forêts, de gibiers, de rivières. Les premiers colons s'installent vers 1663, accompagnés de serviteurs malgaches.
Jusqu'à sa faillite en 1767, la Compagnie des Indes Orientales gère l’île d'une main de fer. Tandis que la culture du café se développe, le système de l'esclavage se met en place.Les colons blancs achètent leur main d'œuvre à des négriers, qui arrachent hommes, femmes et enfants aux côtes malgaches et est-africaines. La population blanche des origines, qui avait commencé à se métisser avec ses premiers serviteurs de couleur, femmes malgaches ou indo-portugaises, devient minoritaire.
Les plantations de café disparaissent vers la fin du XVIIIe siècle. Elles sont dès 1815 remplacées par les champs de canne à sucre.
C’est sous la Révolution que l’île change de nom : les Sans-culottes la rebaptisent Réunion, en mémoire de la rencontre des troupes révolutionnaires à Paris en 1790.L’île passera brièvement sous contrôle anglais, de 1810 à 1815, puis sera finalement rendue au Roi de France.
L' île redevenue Bourbon prospère au XIXe siècle grâce à la canne à sucre. Le "roseau sucré" fait la fortune de la colonie. La lointaine France achète à prix d'or les pains de sucre moulés dans des dizaines d'"usines" attenantes aux propriétés coloniales. Les grands domaines s'étendent, les cirques se peuplent, l'intérieur montagneux de l'île est progressivement mis en valeur. L'esclavage est aboli en 1848, mais la canne nécessite toujours plus de main d'œuvre : on fait alors appel à des volontaires indiens et africains, dont les conditions d'existence seront bien proches de celles des esclaves…La société de plantation perdure jusqu'à la Seconde Guerre Mondiale, au rythme des crises de l'économie sucrière.
http://www.la-reunion-tourisme.com/histoire-1-1-1.html
Une population arc-en-ciel
Dans cette île plus encore qu'ailleurs, il est difficile de classer la population en catégories. Sous le tropique du Capricorne, la froideur des statistiques est définitivement vaincue par la chaleur du sentiment, qui dès l'origine poussa les habitants de l'île à s'unir, bravant allégrement la frontières des couleurs de peau. La Réunion compte 700 000 habitants aux origines diverses et souvent multiples.
Les premiers venus étaient des Français aventuriers, accompagnés d'hommes et de femmes malgaches plus ou moins volontaires.Des Indes portugaises vinrent rapidement ensuite les premiers apports du vaste sous-continent.Les premières décennies de l'histoire de Bourbon sont permissives, l'autorité du roi et du clergé n'y est guère affirmée. Très vite la population initiale se métisse au gré des premières unions, des premières naissances.Mais la mise en exploitation de la colonie par la Compagnie des Indes, dès la fin du XVIIe siècle, va bouleverser les modes de vie.Le recours à l'esclavage devient systématique. Les bateaux négriers débarquent sur les côtes de Bourbon des milliers d'hommes et de femmes achetés par les trafiquants sur les côtes de Madagascar et de l'Afrique. La population noire, devenue largement majoritaire, fait la prospérité de la colonie en souffrant sous les chaînes qui ne lui seront enlevées qu'en 1848.
Après l'abolition de l'esclavage, les champs de canne réclament toujours plus de bras et les colons font appel à une autre population, celles des "engagés" venus sous contrat des côtes sud-est de l'Inde : un voyage sans retour pour la plupart de ces Tamouls(Tamiles-Kerala??), qui apportent dans la colonie française leur mode de vie et leur religion, l'hindouisme. D'autres émigrations volontaires enrichiront plus tard l'île : celle des Indiens musulmans venus du Gujarat et celle des Chinois.Les mariages mixtes deviendront toujours plus nombreux au fil du temps.Les visages des réunionnais d'aujourd'hui révèlent la beauté du métissage dans toute sa diversité. De lait ou d’ébène, ils révèlent les origines de leurs ancêtres et rappellent l’histoire de l’île.Des termes plus ou moins familiers subsistent pour désigner les origines respectives :"cafre" pour les Noirs aux traits africains, "malbar" pour les Indiens, "zarab" pour les Indiens musulmans, "yab" pour les blancs de condition modeste des Hauts de l'île...
http://www.la-reunion-tourisme.com/population-1-26-5.html

Fort-Dauphín -Madagascar la Semilla de la Capoeira,el Moringue Reunionés,la Ringa,el Moringue y el Diamanga malgaches y el Danmyé de Martinica

Los establecimientos comerciales para los víveres y los esclavos se ubicaron a lo largo de la costa este malgache hasta el sureste de Fort-Dauphín.Únicamente la compra de esclavos quedó como fín lucrativo para viajar rumbo a aguas malgaches.Dado que Madagascar esta situada al oeste de la más importante ruta de la navegación a vela de Europa a India y que esta ruta no es transitable por los vientos alisios desde el mes de abril hasta agosto,muchos barcos que habían sufrido una demora se refugiaban en las bahías de Madagascar.Poe ello ,los informes de náufragos europeos sobre los ataques y pillajes son incontables 23 .La isla de Saint Marie frente a la costa de Madagascar llego a ser el centro más importante de piratas a partir de 1698.Alrededor de 400 vivían allí en 1712,pero en 1720 el número de habitantes había crecido a 1200 personas..Habían sido expulsados de la zona caribeña por ingleses y franceses. 24
Nota:Encontramos en nuestra pesquisa los artes marciales indicados en el mapa que se encuentran justamente en los lugares de las rutas de los navíos de los imperios coloniales así como en las ruta ancestra de los malayos e hindúes que poblaron Madagascar.
http://redalyc.uaemex.mx/pdf/281/28100107.pdf